Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo ressuscitou mais um: depois de tirar o peso do grande número de jogos sem vitórias do Atlético-Mg, agora deu sua mãozinha para o América-MG. Mas esse foi com requintes de crueldade – para nós -. Afinal, o América é o lanterninha do campeonato, nós ficamos com um jogador a mais boa parte do segundo tempo e conseguimos a proeza da derrota.

Desculpem o título que parece ser jocoso, ou para ganhar cliques, mas efetivamente é isso o que vem acontecendo: tiram dois jogos da primeira fase da Sul-Americana, onde conseguimos duas vitórias, e dois jogos da Copa do Brasil (Ituano, Sport e Palmeiras), não ganhamos uma única partida fora dos nossos domínios. No Brasileiro, já estamos no segundo turno e continuamos sem vitória; na Sul-Americana tivemos que virar o placar contra o San Lorenzo e agora temos com a LDU; na Copa do Brasil, tivemos que virar sobre o Corinthians. Por isso falei do home office, hábito criado a partir da pandemia de Covid-19.

E nossa situação no Brasileiro pode se tornar trágica nos próximos dias. Temos o Coritiba domingo à noite, n o Morumbi, mas como Dorival vai colocar o time titular para virar sobre a LDU, certamente voltará a colocar o reserva contra o Coxa. Só que já vimos que esse time reserva foi impotente contra Bahia, Atlético-MG e Botafogo, dentro do Morumbi. Para piorar, na sequência terá Internacional, em Porto Alegre.

Isso significa dizer que essa diretoria, nociva ao clube, gosta de conviver com o perigo e quer nos colocar na alça de acesso do Z4. Me obriga a voltar a fazer o que tinha desistido: contas para chegarmos aos 46 pontos. Como estamos com 28, faltam 18. Ou seja: seis vitórias, sendo que temos nove jogos no Morumbi. Com a média que estamos, alguém acha mesmo que será tranquilo conseguir essas vitórias?

A diretoria repetiu o mesmo erro do ano passado, quando abriu mão do Campeonato Brasileiro e se dedicou à Sul-Americana. Levou o AeroJúlio para Córdoba, mandou um ônibus sair de São Paulo com pessoas da Comunicação, fazendo um filme da viagem, tratou como uma espécie de final de Mundial, bem no estilo marqueteiro de Júlio Casares, para depois perder para o time do suco e voltar para cá com os rabos no meio das pernas, com Sul-Americana perdida e Brasileiro estragado, pois estávamos próximos do G6, e acabamos na rabeira da Sul-Americana deste ano.

Como eu disse, uma diretoria nociva ao clube e que a cada dia que passa nos coloca rótulos e mais rótulos de vexames a serem colecionados.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *