Na final da Copa Sul-Americana do ano passado, em outubro, o zagueiro Diego Costa sofreu dois grandes baques no duelo diante do Independiente del Valle: a derrota do São Paulo e uma lesão no joelho esquerdo.

O retorno aos gramados foi lento. Em dezembro, por exemplo, ele precisou retirar um fragmento ósseo que atrasou ainda mais a recuperação. Fora do início da temporada, Diego Costa viu Ferraresi e Beraldo se sobressaírem e ganharem o carinho da torcida. Agora, porém, vive retomada como titular.

Em abril, ele se recuperou. Ainda não era o mesmo Diego Costa de 2022, que assumiu a condição de titular e em determinado momento foi até capitão da equipe. O zagueiro de 23 anos mostrava falta de ritmo e algumas dificuldades.

– É natural, após um longo período sem jogar, que o atleta tenha um tempo até reencontrar o seu ritmo ideal. Eu operei no fim da última temporada, e até estar liberado o elenco já estava em franca atividade. Sempre tive confiança no meu potencial e trabalho duro todos os dias para ajudar o São Paulo da melhor maneira – afirmou Diego Costa ao ge.

Mesmo diante dessa readaptação, Diego Costa afirma que não se abalou em nenhum momento com a condição de reserva e sabia que voltaria a ter uma chance em pouco tempo.

– Vi com naturalidade por ter perdido todos os primeiros meses do ano. Temos um elenco muito qualificado, homogêneo. Foi um momento de trabalho e paciência, porque devido ao período de recuperação da cirurgia, fui pouco a pouco recuperando o meu ritmo. Com isso, fui cada vez mais sendo utilizado e avalio minha temporada como satisfatória até o momento – disse.

– Com o tempo, vejo que estou em evolução e, hoje, já no nível que acredito que desempenhei no ano passado, por exemplo – acrescentou.

A prova de que está totalmente recuperado e readquiriu a melhor condição física é a consistência e segurança que passou nos últimos quatro jogos do São Paulo.

Devido às lesões de Alan Franco e Beraldo, Diego Costa assumiu a responsabilidade da zaga ao lado de Arboleda. Nos últimos três jogos ele foi titular e teve números defensivos expressivos.

Com a iminente volta de Beraldo já neste sábado, às 18h30, contra o Cuiabá, Diego Costa não está preocupado com a concorrência e sabe que se estiver melhor, Dorival Júnior irá usá-lo nos próximos confrontos.

– É sempre uma disputa sadia. São todos grandes jogadores, que se ajudam no dia a dia. Vai jogar quem está melhor e vamos sempre apoiar isso. Vejo que estou em um bom momento, o melhor da temporada até aqui. E sigo trabalhando para continuar entregando o melhor em campo e ajudando o São Paulo a chegar aos objetivos que temos para 2023.

Veja outros trechos da entrevista:

ge.globo – Desde que você voltou da lesão foi perceptível que você não retornou no seu melhor nível. Houve uma dificuldade após a lesão? Talvez uma falta de confiança?
Diego Costa: – É natural, após um longo período sem jogar, que o atleta tenha um tempo até reencontrar o seu ritmo ideal. Eu operei no fim da última temporada, e até estar liberado o elenco já estava em franca atividade. Sempre tive confiança no meu potencial e trabalho duro todos os dias para ajudar o São Paulo da melhor maneira. Com o tempo, vejo que estou em evolução e, hoje, já no nível que acredito que desempenhei no ano passado, por exemplo.

Nos últimos jogos, você deu uma reviravolta na sua condição e já tem recuperado a forma do Diego Costa do ano passado. Como tem sido esse momento de retomada?
– É um período especial, principalmente por ter sido uma sequência de jogos grandes, clássicos e decisivos. Sempre procuro ajudar o São Paulo da melhor maneira, independente da minha condição. Lógico que todo jogador de alto nível quer ser titular. Venho buscando meu espaço, analiso que tenho entregado muita intensidade, entrega e boas atuações. Felizmente pude contribuir de forma direta para nossa classificação na Copa do Brasil, na própria Sul-Americana e no Brasileiro.

O São Paulo desse ano aprendeu muito com as frustrações do ano passado?
– Vencer e perder faz parte da trajetória do jogador e do próprio clube. Obviamente trabalhamos duro durante a temporada para que o saldo de vitórias seja maior que o de derrotas. Mas as adversidades também são importantes no processo de amadurecimento. Fizemos uma temporada consistente ano passado. Batemos na trave em duas competições, mas serviu para refletir e amadurecer. Creio que o grupo está mais encorpado e cascudo em 2023.

O que você acha que o São Paulo tem que fazer diferente esse ano pra faturar os títulos, seja da Copa do Brasil ou da Sul-Americana?
– Acredito que o passado já foi. Logicamente tiramos lições da temporada passada, que estamos aplicando na atual. Cada jogo que teremos agora nas duas competições serão decisões. É mata-mata, então qualquer deslize pode ser fatal na hora de uma definição. Vejo um elenco pronto e preparado para os desafios que estão surgindo no horizonte. Mantendo o foco, a efetividade e a confiança, temos totais chances de voos altos em ambas

Dorival Júnior trouxe uma confiança maior para o elenco?
– O Dorival é um grande treinador. Um cara que trabalha muita intensidade, procura extrair o melhor de cada atleta, do mais experiente ao mais jovem. Foi um cara que desde o início implantou de forma rápida sua metodologia e absorvemos. Então você conseguir bons resultados em sequência naturalmente traz e estabelece uma confiança no nosso ambiente de trabalho. Com pés no chão e foco tenho certeza que vamos chegar brigando por coisas grandes.

Você percebe que a confiança é a chave desse time?
– Sem dúvida é um time muito confiante. Confiança no companheiro, na comissão técnica, no trabalho que o grupo e cada atleta desempenha no dia a dia. Um grupo pés no chão, mas que sabe o que quer. Então, sem dúvidas, esse elenco tem a confiança em si como um de seus trunfos.

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