Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Deliberativo vota, nesta terça-feira, uma mudança no estatuto: ela permite eleição direta para presidente do clube, a partir de 2026. Quem votar SIM, estará aprovando o projeto; quem votar NÃO, estará contra. Será a democracia (o sim) contra a ditadura (o não).

É importante salientar esse ponto: a medida valerá para 2026. Isso derruba a narrativa de membros ligados a Júlio Casares, que estão alardeando ser mais um golpe, que vai tumultuar a eleição presidencial. Na realidade, golpe deu esta diretoria, ao aprovar, para essa gestão, a reeleição. O que se quer agora é aprovar a eleição direta para a próxima gestão. E se não for aprovada este ano, ficará para 2029.

Ouvi alguns relatos de sócios e conselheiros neste final de semana, entre eles e Júlio Casares, que esteve no clube tentando explicar a razão de votar NÃO.

Num dos diálogos, ele falou:

-Por que você é a favor do voto direto do sócio para presidente?

O interlocutor respondeu:

-O sócio quer votar para presidente.

Júlio: mas o sócio já vota para presidente, ao eleger o conselheiro, que elege o presidente.

Interlocutor: mas o sócio quer continuar elegendo o conselheiro e também votando direto no presidente.

Júlio: mas teremos corinthianos e palmeirenses elegendo o presidente do São Paulo, já que muitos sócios não torcem para o time.

Interlocutor: mas os corinthianos e palmeirenses já elegem o presidente do São Paulo, votando nos conselheiros.

Acho que ficou claro.

Outro ponto que os defensores do NÃO vão defender é que seria importante que nas eleições diretas fossem permitidos os votos dos sócios patrimoniais, sócios torcedores e proprietários de cadeiras cativas.

O que obtive junto aos signatários é que o projeto previu apenas sócios patrimoniais nesse primeiro momento para ser menos difícil de ser deglutido pelos situacionistas, mas que num segundo momento, nova alteração no estatuto seria proposta, com as inclusões de sócios torcedores e proprietários de cadeiras cativas.

Mas já que o discurso dos defensores do NÃO será esse, deixo aqui uma sugestão à oposição: feche um acordo com a diretoria, retire da pauta desta terça-feira esse projeto, apresente outro dentro de 15 dias, com essas inclusões e aprovem no Conselho Deliberativo, aí com voto da situação e da oposição. Mas atente, oposição: pegue assinaturas e registre em cartório, porque não dá para ficar na palavra com essa diretoria que adora flertar com a mentira.

Sei, de antemão, que Júlio Casares se fará presente na Sessão para defender o voto NÃO. Aqui encontro uma explicação: além dos flertes e casamento que citei acima, há também o temor de uma eleição direta, ainda que para 2026. Afinal, novo golpe será tramado, com apoio intelectual de Carlos Miguel Aidar, nos mesmos moldes que fez com Juvenal Juvêncio. Júlio Casares será eleito em um novo estatuto e, portanto, terá direito a mais uma reeleição em 2026. E ele não quer correr o risco de ter que disputar o voto do sócio.

Então, sócio, ligue para o seu conselheiro, mande mensagens, fale com ele. Diga a ele que, se votar sim, quando ele lhe pedir o voto você dirá sim, mas que se ele votar não, quando ele te pedir o voto, também ouvirá um não.

Nós, no Tricolornaweb e na Rádio São Paulo, vamos acompanhar minuto a minuto desta sessão. A votação será eletrônica, durante 24 horas (portanto acabando na quarta-feira), mas teremos debates na tribuna. E, principalmente, teremos os nomes dos que votaram SIM e dos que votaram NÃO.

Haverá uma página no Tricolornaweb, que ficará até o final do ano, com esses nomes.

O Tricolornaweb, neste editorial, defende o voto SIM. Aqui fazemos democracia e, por isso, a defendemos em todos os pontos. Porém, creio seja difícil a aprovação, já que esta diretoria, além de flertar com a mentira, é casada com a opacidade.

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