Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo sobre o Flamengo no Maracanã mostrou que o time está com verdadeira cara de campeão. Não se assustou com os quase 60 mil flamenguistas presentes no estádio, nem com a fama do adversário tido como o melhor elenco das Américas. Mandou e desmandou na partida o tempo todo, criando oportunidades e não sofrendo com uma pífia pressão carioca no segundo tempo.

Desde o início do jogo já dava para perceber que o São Paulo havia entrado em campo consciente de sua força e possibilidade real de não se entregar facilmente ao adversário. Mais do que isso, que poderia vencer o jogo.

Dorival Jr armou um sistema de meio de campo muito forte, com Pablo Maia, Alisson e Rodrigo Nestor formando uma linha de três, ajudado por Caio que, por vezes, funcionava com quarto home, enquanto Rafinha ficava mais recuado formando a zaga com Arboleda e Beraldo.

Lucas tinha liberdade e se posicionava atrás do meio campo do Flamengo. Quando estava com a bola, Rodrigo Nestor virava ponta esquerda e Wellington Rato ponta direita. Aliás, as jogadas de Caio Paulista arrancando do campo do São Paulo, sem receber marcação, levando a bola em diagonal na direção da área, obrigavam Wesley a fechar para segurar sua descida. Rodrigo Nestor, aberto, sempre sobrava livre para receber as bolas. Na primeira que cruzou, Calleri desviou para a defesa do goleiro do Flamengo. Na segunda, Calleri colocou lá dentro.

O primeiro tempo terminou com 1 a 0 e o São Paulo sobrando em campo. Perdeu algumas oportunidades, não bem gols perdidos, mas demora em arrematar na direção do gol após chances criadas. Isso ocorreu duas vezes com Wellington Rato, uma vez com Calleri, outra com Rodrigo Nestor. A superioridade do Tricolor foi tão grande que levou o técnico Jorge Sampaolli a dar um chute nas placas de publicidade ao sair do campo para o intervalo.

Era evidente que o Flamengo viria para cima no segundo tempo. Everton Ribeiro entrou no lugar de um volante e o Flamengo passou a ter quatro jogadores na frente: Everton, Gabi, Pedro e Bruno Henrique. Só que o meio de campo do São Paulo estava fechado e o Flamengo não conseguia criar. Pablo Maia tirava tudo na frente da área e Alisson, bem, esse mais uma vez foi um gigante.

Restou ao Flamengo levantar bolas na área. Mas Arboleda, imbatível no quesito e Beraldo, também gigante no jogo não deixavam nada passar. Tanto que Rafael saiu de campo sem sujar uniforme. O que ele fez, o jogo todo, foi cobrar tiro de meta.

Vitória incontestável, irrefutável, de um time que mostrou ter cara de campeão. Mas como disse o próprio técnico Dorival Jr, nada está ganho. A torcida tem o direto de se empolgar, de rir, de comemorar. Ao elenco resta ter os pés no chão, treinar muito e manter concentração 100 por cento para o jogo do próximo domingo. São quatro tempos de 45 minutos. Ganhamos os dois primeiros. Precisamos manter o foco que o título inédito da Copa do Brasil está muito próximo de ser conquistado pelo Maior do mundo.

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