Thiago Carpini saiu satisfeito com o desempenho de sua equipe, mas não com o resultado do clássico entre São Paulo e Palmeiras, neste domingo, no Morumbi, pela penúltima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista.

Após a partida contra a Inter de Limeira, na última quarta-feira, em Brasília, o elenco ganhou folga, e Thiago Carpini só teve a atividade de sábado com o elenco completo à disposição durante todo o treino, já que na sexta os titulares trabalharam com carga reduzida. O tempo foi curto para preparar a equipe para o clássico contra o Palmeiras, mas o desempenho foi até melhor que o esperado.

“Nós tivemos 20 minutos para treinar e na parte final do treino ainda perdemos o Rato. Colocar um padrão perfeito de construção de jogo, intermediária e terço final de jogo é muito difícil pra uma equipe que nunca jogou junto. A intenção era deixar um pouco mais a bola com o Palmeiras, roubar e fazer o gol. O Palmeiras trocou passes onde nada acontecia, longe do nosso gol. Para mim, uma falsa posse de bola. Não vi construção tão efetiva do Palmeiras. Na segunda parte, se não me engano, finalizamos com o Alisson. O Palmeiras não teve nenhuma finalização. Funcionou o que a gente treinou, controlamos o Palmeiras, um adversário a ser batido, com comportamentos dentro de campo muito sincronizados. Trabalhamos 20 minutos e fomos melhores na partida”, comentou Carpini.

O fato de ter atuado com três zagueiros com pouco tempo para treinar e tido Wellington Rato como desfalque de última hora, além de Calleri, suspenso, valoriza ainda mais a partida realizada pelo São Paulo neste domingo. Mais uma vez o Tricolor foi competitivo contra o Palmeiras e ofereceu dificuldades ao rival, que poderia perfeitamente ter saído do Morumbi derrotado, não fossem as polêmicas decisões da arbitragem.

“Mais um jogo para nós desafiador. Não ter um atacante de referência, que é o Calleri, nos faz muita falta. Criamos uma alternativa diferente e, no meu modo de ver, conseguimos neutralizar o Palmeiras. Criamos as melhoras chances de gol. Então, tudo isso foi muito bom. A gente veio de viagem, recuperação, pouco tempo para assimilar a ideia, e isso mostra o quanto temos um grupo comprometido, sólido, consistente, focado no que está sendo proposto, disposto a aceitar as ideias. Com 15 minutos da atividade perdemos o Wellington Rato, mais um fato pra criar naquele momento. Eu queria exaltar coletivamente o que foi o jogo do São Paulo hoje. No nosso pré-jogo disse, e é um ponto importante, não que a gente use o Estadual como laboratório, muito pelo contrário, queremos sempre ser campeão, mas a gente se dá ao luxo de experimentar situações para o decorrer da temporada. Hoje foi mais uma boa alternativa”, completou Carpini.

Já sobre as polêmicas decisões da arbitragem, que revoltaram o presidente do São Paulo, Julio Casares, Thiago Carpini foi mais comedido.

“Para mim, mais do que o lance do Rafa e o lance do Luciano, foi o lance do Richard Ríos [falta dura em Pablo Maia]. Até onde eu sei, o desfecho da jogada é indiferente para a decisão da arbitragem. Independentemente se for gol ou não, a regra tem que ser aplicada. Na minha opinião, foi o maior erro dele. Não adianta ficar falando da arbitragem, o jogo não vai voltar atrás. Mas, prefiro guardar um pouco mais para mim o que penso da arbitragem do Matheus hoje. Prefiro exaltar o nosso jogo, o quanto conseguimos neutralizar situações mesmo com muitas ausências, Wellington Rato, Calleri… são coisas a serem mais valorizadas. Complicado”, concluiu.

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