O time do Fluminense que conquistou a Libertadores deste ano custou R$ 13 milhões para sua montagem, ou o valor de Orejuela, lateral que ainda pertence ao São Paulo. O levantamento foi feito pelo companheiro Ramoni Ártico e apresentado no programa Somos Todos São-paulinos desta segunda-feira.

Os jogadores que estavam em campo na decisão tiveram esses custos:

Fábio – grátis

Samuel Xavier – grátis

Nino – R$ 5 milhões

Felipe Melo – grátis

Martinelli – base

André – base

Ganso – grátis

Árias – R$ 3 milhões

Keno – R$ 5,6 milhões

Cano – grátis

Isso, naturalmente, é obra de Paulo Angione, diretor executivo de Futebol e um ótima gestão na presidência e toda a diretoria.

Ramoni trouxe diversos dados que aprofundam a interplanetária diferença entre gestões, comparando-se Fluminense e São Paulo:

Segundo ainda levantamento de Ramoni Artico, o Fluminense não deve salários nem direitos de imagens e foi um dos primeiros times a quitar os valores do pós-pandemia.

Depois de seis anos de déficits, o Fluminense fechou 2022 no azul, mesmo com dívidas que superam os R$ 800 milhões (contraída em gestões anteriores)  e tende a fechar com superávit em 2023 graças às vendas de jogadores e premiação da Libertadores, cuja soma ultrapassa o valor de R$ 150 milhões. Isso deve fazer a dívida do clube cair após dois anos;

Aliás, em se tratando de venda de jogadores, em 2021, primeiro ano da gestão Mario Bittencourt, o Fluminense alcançaou R$ 110 milhões em vendas; R$ 94 milhões em 2022.

Isso mostra que as contas do Fluminense se pagam com uma boa gestão, não dependem de vendas de jogadores de outras gestões para reduzirem déficit ou tentarem apontar superavit

Seria desnecessário, mas vamos à comparação: Júlio Casares pegou o clube com uma dívida de R$ 600 milhões (arredondando) e tende a acabar seu primeiro mandato com algo em torno de R$ 800 milhões (também arredondando).

Muitos recursos que diminuíram os rombos ano passado vieram de repasses de Antony e Casemiro, fora de sua gestão. Este ano o time conseguiu o título da Copa do Brasil. Em um só dia teve, de faturamento, R$ 94,5 milhões (R$ 70 mi da premiação mais R$ 24,5 mi da bilheteria), contraiu empréstimos de todas as formas, ultrapassando o que fora aprovado no orçamento apresentado em 2022 ao Conselho, e mesmo assim teve, até agora, R$ 90 milhões de déficit este ano, o que vai elevar nossa dívida a R$ 800 milhões no final do ano.

Em sua gestão, Júlio Casares contratou 36 jogadores (um ainda vai chegar). Mesmo assim só conseguimos chegar à Liberadores neste ano, com o título da Copa do Brasil. Nos outros anos patinamos  no  Campeonato Brasileiro, sempre brigando contra o Z4, sendo eliminados nos mata-matas. É responsável direto pela perda do título Brasileiro de 2020, pois quando assumiu a presidência, o São Paulo se encontrava na liderança, sete pontos à frente do segundo colocado. Ele chegou, mudou o departamento de Futebol, tirou Raí para colocar Carlos Belmonte, fez com que Daniel Alves deteriorasse todo o elenco, deu calote em seu pagamento, gerou toda a discórdia, demitiu Fernando Diniz e nós perdemos o título mais ganho dos últimos anos, que só será superado pelo  Botafogo neste ano.

Enquanto o Fluminense abriu mão do Brasileiro para ganhar a Libertadores, mas se  mantém lá em cima, longe de qualquer risco, nós abrimos mão do Brasileiro para ganhar a Copa do Brasil, mas a todo momento estamos correndo riscos.

E para concluir: Mario Bittencourt não aparece na mídia, pouco dá entrevista. Na própria comemoração do título da Libertadores foi discreto, nem apareceu muito para fotos ou entrevistas. Já Júlio Casares está onipresente, em todas as imagens aparece sempre em primeiro plano, com os verdadeiros responsáveis pela conquista, ou seja, os jogadores, em segundo plano.

Talvez estes pontos expliquem um pouco as diferenças de uma gestão profissional, voltada ao clube para uma amadora, voltada para si próprio.

Paulo Pontes

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