O São Paulo tem mais um problema de dívida para resolver. Dessa vez, não é com o seu elenco atual, mas sim com um ex-jogador. O goleiro Tiago Volpi entrou com um processo contra o clube por pagamentos atrasados de um acordo realizado no ano passado.

Durante o período mais preocupante da pandemia, em 2020, o São Paulo cortou pela metade o salário dos jogadores, incluindo direitos de imagem, com a promessa de que a dívida seria paga ao longo dos anos seguintes.

No caso de Volpi, faltou pagar o valor de R$ 2.238.765,90. Quando ele foi vendido ao Toluca, do México, em maio de 2022, ficou acordado que essa dívida seria quitada em 24 parcelas de R$ 93.281,91, a partir de janeiro deste ano.

De acordo com o processo, o qual o ge teve acesso após a publicação da informação pelo OGlobo, o São Paulo pagou apenas as duas primeiras parcelas (janeiro e fevereiro) e desde então não cumpriu mais com suas obrigações.

O acordo previa que, em caso de inadimplência nas parcelas, haveria multa de 10% sobre o saldo, juros de 1% ano/mês e correção monetária pelo IPCA/IBGE.

Desta maneira, os advogados de Tiago Volpi agora exigem o pagamento atualizado e à vista. Com as correções, a dívida passa a ser de R$ 2.396.059,38. Ou seja, R$ 157 mil a mais do que o valor inicial.

Adicionando que o São Paulo já pagou R$ 186.563,82 pelas duas parcelas do início do ano, o valor total da dívida chega aos R$ 2.582.623,20.

Os advogados solicitam no processo o pagamento dos R$ 2.396.059,38 no prazo de três dias. Caso isso não ocorra, eles pedem a penhora de bens do clube para abater o débito, além da penhora das contas bancárias.

O São Paulo ainda não foi notificado do processo, registrado na 2ª Vara Cível do TJ-SP, mas já tem ciência da ação e iniciou conversas para entrar em um acordo com Tiago Volpi e seus advogados.

O clube tem enfrentado dificuldades de pagamentos de direitos de imagem com o atual elenco – são três meses de débito atualmente. A diretoria pretende usar rendas de jogos no Morumbi para quitar uma parte do dívida com os jogadores.

Em dificuldades financeiras, dirigentes têm dito que o Tricolor tem necessidade de vender jogadores quando a janela de transferência abrir, no início de julho, o que frustrará o desejo do técnico Dorival Júnior de manter o elenco sem baixas até o fim da temporada.

Os três meses de débito nos direitos de imagem atingem parte do elenco tricolor. Há outros jogadores que possuem acordos distintos e não entram neste grupo.

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