Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a oposição do São Paulo se reuniu neste sábado para definir parâmetros e caminhos que vai adotar na campanha eleitoral deste ano. Demorou. Ainda não saiu com candidato definido. Diria que, 60%, será Marco Aurélio Cunha. Mas os oposicionistas trabalham, também, com outras duas alternativas, caso MAC decida não decidir ser candidato.

Mas vi em algumas matérias algo que me deixou pasmo. Cito, especialmente, o blog de Ricardo Perrone, no Uol onde ele faz uma descrição precisa da reunião da oposição, mas traz a palavra de membros da diretoria dizendo que “com esse ato a oposição provou que quer tumultuar a vida do São Paulo, num momento em que estamos decidindo uma vaga na final da Copa do Brasil contra o Corinthians”.

Seria cômico, se não fosse trágico. Talvez a oposição tenha ficado de pijamas, pantufa e toca durante muito tempo mesmo. Talvez ela tivesse que ter lançado uma candidatura ainda no começo do ano passado. Bem, na época do golpe estatutário, se fizesse isso, diriam (os situacionistas) que ela estava presente no golpe.

Talvez tivesse que ter lançado candidato no segundo semestre do ano passado, quando Júlio Casares, Olten Ayres de Abreu e Dedé concretizaram o golpe no estatuto, passando a reeleição. Mas diriam os situacionistas que a oposição estava tumultuando o clube, num momento em que o São Paulo disputava a final da Sul-Americana.

Talvez a oposição devesse ter lançado seu candidato no primeiro semestre deste ano, mas a diretoria a responsabilizaria pela derrota para o Água Santa, no Campeonato Paulista.

É verdade que agora tem que esperar o jogo contra o Corinthians. E se ganharmos – e vamos ganhar, tenho certeza absoluta – esperar a final da Copa do Brasil para ver o que vai acontecer. E, quiçá, esperar dezembro chegar para ver se ficaremos perto do G4 ou do Z4 no Brasileiro, ainda que até lá a eleição já tenha passado e Júlio Casares tenha sido candidato único.

Mas é fácil responsabilizar a oposição. Afinal, foi ela quem causou esse rombo financeiro que o clube se encontra; é ela quem aprova empréstimo atrás de empréstimo para pagar empréstimos passados; é ela quem faz 35 contratações numa gestão e não consegue montar um elenco para ganhar campeonatos; é ela quem não paga direito de imagem dos jogadores, apesar de promessas constantes; é ela quem cria maquininha que desconta 8% do que os concessionários recebem e tem um diretor Social que diz que isso gera um “cash back” de R$ 180 por mês. #SQN

Talvez seja fato para comemorarmos uma diretoria que reduziu o São Paulo a time de esquina. Afinal, trazer Lucas Moura para fazer uma ponte para a MLS, fazendo um contrato de quatro meses (ou seja, até a eleição), isso sim é coisa de time grande e de uma diretoria vencedora. #SQN

E teremos que aguentar mais três anos disso que está aí. Mais três, não. Mais seis. Se preparem porque novo golpe virá, embalado com a interpretação jurídica, possivelmente assinada pelo grande advogado Carlos Miguel Aidar, de que Júlio Casares tem o direito a mais uma reeleição, por ser um novo estatuto. #SQN

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