Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, qual o conceito de um orçamento que é aprovado anualmente? Definir as diretrizes que serão perseguidas pela diretoria, sem sair de qualquer ponto ali aprovado pelo Conselho Deliberativo.

Fazendo um comparativo com o cenário político nacional, o orçamento da União está englobado do Teto Fiscal, hoje Arcabouço Fiscal. Onde os números de débito e crédito, principalmente as despesas, não podem ultrapassar um determinado teto, como eu disse, que fora aprovado no exercício anterior pelo Congresso Nacional.

O que aconteceu com a ex-presidente Dilma Rousseff, por conta das suas pedaladas fiscais? Impeachment. Bolsonaro só não foi pelo mesmo caminho porque entrou em acordo com o Centrão, tirou os precatórios do orçamento, colocou o Auxílio Brasil de lado e seguiu em frente. Lula só não entra nesse caminho porque, da mesma forma, se uniu ao Centrão, tirou quase tudo dos gastos do governo e vai conseguir ficar dentro do Arcabouço Fiscal.

O Conselho Deliberativo do São Paulo, da mesma forma, aprovou um orçamento que previa R$ 145 milhões em empréstimos. Mas com a aprovação de mais R$ 86 milhões nesta última reunião (165 votos a favor, 37 contra, quatro abstenções e 52 ausentes), chegou a R$ 181 milhões, ultrapassando, em muito, o que já foi aprovado.

E vejam: esse orçamento previa que o São Paulo chegaria apenas às quartas-de-final da Copa do Brasil. O título e, principalmente, as bilheterias dos jogos contra Palmeiras, Corinthians e Flamengo, além de toda a premiação, deram dinheiro de sobra à diretoria.

É verdade que a previsão na Sul-Americana era final e ficamos nas quartas e que o Paulista era semifinal e também paramos nas quartas. Mas a defasagem financeira nesses casos não é tão grande pois foi recompensado com bilheterias fabulosas, não previstas nesse montante orçamentário.

A diretoria não explica a razão de tantos empréstimos. Sei perfeitamente que o Conselho os aprovou. Por isso disse, no título, que se o Conselho Deliberativo fosse sério, levaria Júlio Casares à destituição. Afinal, foi uma pedalada fiscal. Porém, isso não vai acontecer, até porque Olten Ayres de Abreu, que deixou escapar uma falsa briguinha com Júlio por ter perdido a vaga de presidente do Conselho para a próxima gestão, conseguiu um acordo e será candidato.

Então, o São Paulo vai continuar nas mãos dos seus donos, amparado por cordeirinhos que conseguem sua benesses em troca de votos.

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