Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu uma partida, nos minutos finais, contra um time que não veio ao Morumbi para jogar. Veio para empatar e sofreu o castigo de um time que pratica o anti-jogo.

Desde os primeiros minutos o São Paulo efetuou marcação no campo do Fluminense. O conhecido estilo de Fernando Diniz, de sair jogando de pé em pé de dentro de sua área, fez com que o São Paulo alugasse o campo adversário e ficasse o tempo todo por ali. Durante 45 minutos o Fluminense foi incapaz de arriscar um único chute a gol, mais pela sua decisão tática do que propriamente por conta de um hipotético excelente futebol do São Paulo.

Só lamento que Dorival não tenha pedido a algum jogador para fazer jogadas em cima de Felipe Mello, que havia tomado cartão amarelo com 11 minutos por falta feia em Juan e seria facilmente expulso.

O temido ataque veloz do Fluminense, com Arias, Cano e Keno simplesmente foi abafado pelo meio de campo e o sistema defensivo do São Paulo. Keno foi jogar atrás de Marcelo; Arias atrás de Samuel Xavier e Cano, bem, esse virou um segundo volante. Não poucas vezes ele era o jogador mais adiantado do Fluminense, postado na intermediária do seu campo. E a defesa do São Paulo avançando, empurrando ainda mais o time carioca para sua área.

No final do primeiro tempo, a marcação do São Paulo já era dentro da área do Fluminense. Roubamos algumas bolas, mas ela sempre caiu para finalização em pés errados, como de Rodrigo Nestor, por exemplo. Impressionante como ele não consegue fazer uma finalização boa para o gol.

No segundo tempo Dorival tirou Rodriguinho e colocou Wellington Rato. Era impossível entrar na defesa do Fluminense pelo meio tal o ferrolho criado por Diniz. Então a alternativa era jogar pelos lados do campo. Mesmo assim a situação estava difícil.

Ainda assim, com toda a ineficácia do time carioca, ele ainda teve uma chance clara de gol. Cabeçada de Lelê que havia acabado de entrar para defesa espetacular de Rafael. Mas…falha de quem? Alan Franco, que não subiu para cabecear.

Dorival percebeu que teria que partir para a jogada aérea e começou a colocar jogadores altos com esse propósito. Entraram Marcos Paulo e David. E foi assim que saiu o gol, com cruzamento de Wellington Rato para David, que arruma para Luciano. E gol. No sufoco, nos últimos minutos.

Foi uma vitória obrigatória, pois sempre que jogamos no Morumbi temos que vencer, e que nos colocou numa boa posição na tabela.

Agora viramos a chave para a Copa do Brasil. Mas não me preocupo muito. Minha visão está totalmente voltada para chegarmos aos 46 pontos no Brasileiro. Com a vitória deste sábado, faltam 25 pontos. Não é uma vitória que vai me deixar empolgado e tirar deste foco.

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