O São Paulo terceirizou a gestão financeira da Festa Junina do ano de 2023. A empresa que ficou responsável pelo gerenciamento foi a Fgoal Eventos e Marketing Ltda., originalmente uma EPP, mas que dias antes da Festa Junina mudou de categoria, com incremento de capital.

O endereço da Fgoal também foi alterado e passou a ser Praça Roberto Gomes Pedrosa, 01, Setor 17, Morumbi, exatamente o endereço do São Paulo FC.

O curioso é que a Fgoal foi constituída em 28 de abril de 2023, ou seja, dois meses antes da Festa Junina. Tem como diretor presidente Flavio Duarte Franco, que não mora em São Paulo, mas em Morungaba.

A empresa está autorizada a fazer, de acordo com seu contrato social, Marketing Direto, Comércio Varejista de Bebidas, SErviços de alimentação para Eventos e Recepções (Bufê), Agências de Publicidade, Serviços de Organização de Feiras, Congressos,  Exposições e Festas, além de algumas outras atividades.

Esse leque impressionante de objetos sociais me lembra muito as brincadeiras de criança, quando você perguntava: “uva, mação ou salada de frutas”. Naturalmente, queríamos o mais completo.

Bem, mas voltando à empresa em questão. O proprietário, Flavio Duarte Franco, é sócio da Castelli Forneria Ltda desde 13 de outubro de 2022, com sede na mesma Praça Roberto Gomes Pedrosa, 01, Setor Portão 7, Morumbi.

Conversei com alguns conselheiros e juristas, e o fato por si só de uma empresa ser terceirizada e gerenciar a área financeira da Festa Junina não fere o estatuto e a empresa, até onde pude apurar, está legalmente constituída e instalada (apesar das alterações ocorridas dias antes da Festa). Então, diria, é legal, mas me parece ser imoral, e para que eu deixe a impressão de imoralidade, formulo algumas questões, as quais espero ver respondidas por quem de direito;

  1. O que levou o São Paulo a contratar uma empresa, constituída dois meses antes, para gerenciar a parte financeira de sua  festa?
  2. A empresa possui diversos objetos sociais, mas em nenhum momento consta que faz gerenciamento financeiro de alguma coisa. Por que então, foi contratada?
  3. Foi feita alguma licitação, digo, tomada de preços buscando outras concorrentes?
  4. Que gerenciamento foi esse? total ou parcial? Foi do tipo “maquininha dos 8%” que o diretor Social, Antonio Donizete Gonçalves implantou no clube e não consegue explicar as razões?
  5. Por que a diretoria Social, entenda-se, então, Dedé e Mara Casares, optou por essa terceirização e não fez como sempre foi feito na Diretoria Social, ou seja, gerenciamento próprio?
  6. Qual foi a referência dada por essa empresa de idoneidade para assumir o controle de um valor financeiro tão elevado?

Bem, ficam aí as questões. Sei perfeitamente que nenhum nome desta diretoria se prestará a dar respostas. Afinal, tenho consciência, por diversas fontes, que dois minutos após essa matéria ter sido publicada, do porteiro ao presidente, todos já tomaram conhecimento, Mas ignorar e não dar transparência a seus atos é o modus operandi destes que hoje administram o São Paulo.

Paulo Pontes

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