A atual diretoria do São Paulo atingiu um fundo do poço maior do que poderíamos imaginar, se apequenando até na hora da morte, como disse um amigo meu. Por determinação do presidente Júlio Casares, o corpo do ex-presidente José Douglas Dallora, falecido neste domingo, foi retirado à noite, do Salão Nobre, onde estava sendo velado, para dar lugar ao velório de Abílio Diniz, também morto neste domingo.

O corpo de Dallora seguiu, então, para o Cemitério do Morumbi, onde o velório segue nesta manhã e será sepultado às 11h.

Enquanto isso o Salão Nobre abriu para Abílio Diniz, com velório fechado apenas a amigos e familiares, e o sepultamento previsto para 15h.

Ou seja: Júlio Casares optou por dar espaço a um empresário, que lhe serviu na campanha, porém nunca fez algo de útil ao São Pauo (quando investiu dinheiro, o fez no Juventos) em detrimento a um ex-presidente que até os últimos dias de sua vida pensou e fez coisas pelo São Paulo.

Para completar, Júlio Casares fez uma postagem em suas redes sociais que chega a ser constrangedora, mostrando subserviência e adoração a Abílio Diniz, e não dispensou uma única linha para Dallora. A política, meus amigos, leva o ser humano ao patamar de uma ameba.

É o fundo do poço. Um minuto de silêncio para Júlio Casares, que hoje morreu para boa parte da coletividade são-paulina.

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