Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o que é melhor do que eliminar o Palmeiras, ganhando de virada, dentro de sua arena e eliminá-lo do torneio, indo para a semifinal da Copa do Brasil? Repetir isso em outra oportunidade. Não há dúvida. Não há preço que pague essa alegria que tivemos nessa noite épica, de verdadeira gala.

O time teve uma atuação perfeita. Dorival Jr conseguiu surpreender Abel Ferreira. Quando todos pensavam que o São Paulo entraria recuado, defendendo o empate que já lhe garantiria a classificação, tendo que suportar um massacre do Palmeiras, aconteceu o oposto.

Fiquei preocupado com a escalação de só um volante, Gabriel, e jogarmos com Alisson e Rodrigo Nestor, que não marcam ninguém. Também me enganei.

O São Paulo entrou em campo como se estivesse no Morumbi e equilibrou as ações com o Palmeiras, fazendo com que o adversário também se preocupasse com seu sistema defensivo. Além disso, Alisson ficou responsável por encurtar o espaço e marcar Rafael Veiga. Foi perfeito. O meia palmeirense não conseguiu dar uma única assistência, ganhar uma única jogada. E com isso o perigo do ataque alvi-verde se perdeu.

Nem o gol marcado por Piquerez, para alguns falhas de Rafael, mas para mim um gol anormal, porque seria um cruzamento e a bola mudou de direção, mudou a postura do São Paulo. Imaginei que ali seria a marca da mudança do itinerário, que o São Paulo seria pressionado e começaria a degringolar toda e qualquer tática montada pelo nosso técnico.

Mas não foi isso o que aconteceu. O São Paulo continuou jogando, equilibrando as ações e passou a criar oportunidades.

O melhor de tudo foi que o gol de empate surgiu logo aos 3 minutos do segundo tempo. Não só por nos colocar de novo na partida, mas principalmente para jogar a pressão para cima do adversário. E por incrível que pareça, aconteceu com o Palmeiras o que não havia ocorrido com o São Paulo: eles sentiram o golpe e se desestruturaram em campo.

O São Paulo passou a ser senhor das ações, fez o segundo gol com Calleri, que o Daronko, dominado pela Leiloca, contrariando o próprio VAR, ou seja, brigando com a imagem, anulou. Mas ainda assim fez o segundo gol com David, levando o time à vitória, coroando a atuação de todos.

Destaco todo nosso sistema defensivo, com Rafinha arrumando muito fôlego, Arboleda e Diego Costa imbatíveis e Caio em mais uma grande atuação; nosso setor de meio campo, com Gabriel e Alisson. Foram destaques com atuações perfeitas nessa noite de gala.

Como eu disse, relembramos o passado. Tomara esse presente seja duradouro.

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