O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu, prepara um novo golpe estatutário. Desta vez é contra os sócios. Desmembrado do golpe derrotado pelo NÃO em janeiro do ano passado, a proposta, enviada aos conselheiros, prevê eliminação imediata dos sócios do clube que cometerem alguma infração e seja considerada grave pela Comissão Disciplinar.

O tempo previsto para todo o processo, inclusive a defesa do sócio em julgamento, é de, no máximo, 120 dias.

O artigo 17 diz, inclusive, que se dispensa a citação do sócio:

“Caso não seja necessária a realização de diligência nem seja o caso
de arquivamento, o Relator designado determinará:
(…)
f) Como garantia da ordem social interna, por conveniência da segurança dos
associados, nos casos em que, havendo elementos que evidenciem a
probabilidade da pretensão punitiva e perigo de dano, versando a denúncia
de infração grave conforme preconiza Regimento Interno, conceder, de ofício
ou por requerimento do Representante, em decisão fundamentada, tutela
cautelar consistente no afastamento do Clube por parte de um Representado,
pelo prazo a ser fixado pelo Relator”

Isso traz uma absoluta subjetividade ao preceito de punição com consequente expulsão do sócio do clube.

O pior de tudo isso é que a interpretação que está sendo dada na matéria é que cabe retroatividade. Isso quer dizer que sócios que porventura tenham cometido algum deslize nos últimos anos poderão ser excluídos do clube por mera decisão da Comissão de Disciplinar, que é indicada pelo diretor Social, Antonio Donizete Gonçalves -Dedé -, pelo presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu e pelo presidente da diretoria, Júlio Casares.

Os conceitos são amplamente superficiais e subjetivos, mormente não havendo descrição das situação específicas que determinem “urgência”.

Essencialmente, é uma ferramenta de implantação de rito sumário suspensivo sujeito aos nteresses e humores da Diretoria Social, “intensamente” representada na Comissão Disciplinar.

Em resumo: quem falar mal da diretoria, fizer qualquer denúncia ou acusação, ou falar mal do clube, poderá ser expulso sumariamente por uma simples representação à Comissão Disciplinar. Ou seja: a faca e o queijo nas mãos de Dedé, Olten e Júlio.

Depois da derrota fragorosa da diretoria para o NÃO, na tentativa de golpe em janeiro do ano passado, a diretoria fatiou a reforma estatutária e aprovou, individualmente, a reeleição para presidente.  Agora vem um novo fatiamento. Os próximos serão o mandato de seis anos para conselheiros e uma nova reeleição para presidente, haja vista que essa reeleição será por um novo estatuto (tal qual Juvenal Juvêncio).

Os sócios devem ficar muito atentos aos conselheiros que votarão favoravelmente a esse golpe. Darei o nome de todos aqui. Na hora da eleição, todos deverão lembrar de quem foram seus traidores.

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