O São Paulo recebeu, nesta segunda-feira, uma multa administrativa da Federação Paulista de Futebol por não ter disponibilizado a sua sala de entrevistas coletivas ao técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, após o empate por 1 a 1 entre as equipes no Morumbi, neste domingo.

O Tricolor terá de pagar o valor de R$ 5 mil à FPF. A punição cabe recurso. A Federação Paulista de Futebol se baseia nos artigos 2 e 3 de seu regulamento, que exige que os clubes mandantes disponibilizem um espaço adequado para a realização das entrevistas coletivas:

Artigo 2: É obrigação do clube mandante oferecer espaço e estrutura para organização e realização das entrevistas;
Artigo 3: Havendo apenas uma sala ou espaço de imprensa disponível no estádio, será realizada a entrevista da equipe visitante e, posteriormente, a entrevista da equipe mandante, salvo acordo prévio realizado entre os clubes, que deverá ser informado à FPF com pelo menos 24 horas de antecedência da realização da partida.

O veto do São Paulo aconteceu, pois a diretoria do Tricolor entendeu que esse seria um tratamento recíproco ao que recebe no Allianz Parque quando atua no estádio do rival.

Em 2022, por exemplo, o Palmeiras cedeu uma sala anexa à zona mista do Allianz com problemas no sistema de som e sem a possibilidade do São Paulo pendurar seu backpdrop. No ano passado, uma entrevista de Dorival Júnior ocorreu o mesmo problema.

O Verdão alega que não foi disponibilizado nenhum outro local para a realização da entrevista, e inclusive o banner com os patrocinadores do Palmeiras já estavam prontos e a sala preparada para e coletiva. Tudo teve que ser desmontado.

Após o duelo deste domingo, Julio Casares disparou contra o técnico e afirmou que “chega do Abel apitar jogos no Paulistão”. A fala só inflamou mais os ânimos, que ficaram bem exaltados no corredor dos vestiários.

De acordo com o presidente são-paulino, um auxiliar do Palmeiras ironizou e riu de Calleri ao vê-lo bater boca e ser ofendido por um auxiliar da arbitragem. O clube tricolor, portanto, barrou o técnico palmeirense de dar sua entrevista.

O Palmeiras, por sua vez, alegou que houve desrespeito do São Paulo antes mesmo do início do confronto. Houve relatos de que uma caixa de som foi colocada em alto volume com o hino do Tricolor direcionado para os vestiários.

Outra reclamação foi que sistema de irrigação do gramado foi apontado para os profissionais que estavam na linha de fundo e impediram parte do trabalho.

Veja nota emitida pelo São Paulo:

“Esclarecimento:

O São Paulo Futebol Clube esclarece que, por reciprocidade, disponibilizou a zona mista do MorumBIS para a realização das entrevistas da Sociedade Esportiva Palmeiras. A utilização ou não do espaço fica a cargo do clube visitante.

Vale ressaltar que, na última partida disputada no Allianz Parque, o São Paulo precisou realizar a entrevista coletiva em um pequeno espaço anexo à zona mista do estádio, local de passagem de muitas pessoas, que dava acesso ao vestiário dos gandulas, sem direito a fixar adequadamente o backdrop com os patrocinadores.

Os jornalistas, inclusive, ficaram sentados no chão e sem o sistema de som ideal para a realização do trabalho de todos os envolvidos.”

O Palmeiras também se manifestou. Veja a nota oficial:

“Fomos informados pelo São Paulo, somente após o jogo deste domingo, que não haveria sala para a realização da entrevista do técnico Abel Ferreira – o backdrop com os patrocinadores do clube já estava, inclusive, instalado na sala de coletivas do Morumbi.

Como o mandante não nos ofereceu nenhuma alternativa (nem mesmo a área da zona mista), a coletiva do treinador teve de ser cancelada. O argumento usado pelo São Paulo (“reciprocidade”) não condiz com a verdade, já que o Palmeiras, quando mandante, sempre oferece um espaço para a entrevista do treinador adversário.

Relatamos o ato de hostilidade à Federação Paulista de Futebol e esperamos que providências sejam tomadas.”

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