Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi uma noite de gala. Sim, porque quando colocamos mais de 50 mil pessoas no Morumbi e vencemos um clássico, quanto mais contra um adversário tido e havido como o mais poderoso time do País, não podemos adjetivar o momento de forma diferente.

A vitória do São Paulo contra o Palmeiras mostrou que o time consegue sofrer quando é pego de surpresa pela tática do adversário e que tem maturidade para mudar a direção do vento e conquistar o triunfo, com requintes de crueldade para o adversário, tal a formosura do gol de Rafinha, aquele mesmo jogador que alguns tratam como ex-atleta em atividade, mas que nesta noite de quarta-feira fez uma partida impecável, colocando no bolso o tal de Dudu e dando a vitória ao time.

Eu esperava ver um Palmeiras fechado em seu campo esperando o São Paulo atacar e errar, para sair em contra-ataque. Não foi isso o que aconteceu. O Palmeiras começou pressionando, tentando jogadas em profundidade buscando as costas dos laterais, mas tanto Rafinha quanto Caio estavam em ótima jornada e não perderam uma única jogada. Lá atrás, Arboleda, que falhou muito em outros jogos contra esse mesmo Palmeiras, estava impecável, tirando tudo, por cima e por baixo. O que contagiou o próprio Alan Franco, que não errou.

Porém o domínio do Palmeiras foi meio “fake”. Afinal, não deram um único chute na direção do gol. Aliás, o único chute dado pelo time verde foi no segundo tempo, fraquinho, que não fez nem cócegas no goleiro Rafael.

Já o São Paulo perdia gols. Calleri, primeiro, quase fez um golaço, com direito a chapéu em Weverton. E com Rodrigo Nestor e Wellington Rato, com chutes desnorteados.

Dorival voltou sem Gabriel (tomou cartão amarelo) e Calleri e Luciano (machucados), fazendo entrar Alisson, Juan e Rodriguinho. O time passou a pressionar muito o Palmeiras. E os gols foram sendo perdidos. ganha uma bola na raça, entra driblando todo o mundo, fica cara a cara com Weverton, mas erra o chute mandando quase fora do estádio; depois David, que houvera entrado no lugar de Rodrigo Nestor, faz uma grande jogada pelo lado, cruza para Juan que cai dentro da pequena área, mas levanta, se livra de Weverton, entrega a Wellington Rato, mas Luan salva em cima da risca.

Porém, como alguém já disse um dia, água mole em pedra dura tanto bate até que fura. E furou. Outra jogada de David pela esquerda, defesa parcial de Weverton, Wellington Rato pega a bola na entrada da área, só rola para trás para Rafinha que manda a bomba no ângulo de Werverton.

A vitória poderia, pelas oportunidades, ter sido maior ainda, mas já nos dá vantagem para o jogo de volta.

Não posso encerrar meu editorial sem taxar de irresponsáveis os que permitiram que Calleri fosse a campo no estado precário que se encontrava. Agora teremos que ficar não sei quantos jogos sem ele, pois a lesão pode ter piorado ainda mais. Triste ver a cada dia quanta incompetência existe nesse departamento de futebol.

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