O zagueiro Beraldo, jovem destaque do São Paulo na temporada, é o atleta mais valorizado do elenco, mas o clube decidiu que não irá vendê-lo nesta janela de transferências – uma equação que depende também da vontade do atleta, sempre suscetível a uma proposta irrecusável, mas que a diretoria vê como uma situação definida no momento.

O time, porém, não deve passar ileso pela janela. As principais ligas europeias permitem o registro de novos jogadores até setembro, e a necessidade de fazer caixa ainda existe no Morumbi.

A diretoria tentará manter todos os titulares – por isso, Pablo Maia, que também desperta atenção de estrangeiros, pode ficar, mas com garantias menos incisivas do que as que envolvem Beraldo.

Recentemente, o São Paulo recebeu contato de clubes europeus que indicaram oferecer até 12 milhões de euros (R$ 64 milhões) por Pablo Maia e Beraldo, mas as sondagens foram rechaçadas. O clube espera no mínimo 15 milhões de euros (R$ 80 milhões) por cada um deles.

Dos atletas mais utilizados por Dorival Júnior, quem também tem sido alvo de conversas é o meia Rodrigo Nestor. O Zenit demonstrou interesse no jogador, e o São Paulo topa ouvir o que os russos têm a oferecer.

O orçamento do clube para 2023 prevê arrecadação de R$ 142 milhões com a venda de direitos econômicos na temporada – o que inclui também empréstimos e o mecanismo de solidariedade da Fifa. O plano é tentar se aproximar desse valor sem desfalcar o time de Dorival e compensar eventual arrecadação menor com o aumento de outros tipos de receita.

Em julho, o São Paulo vendeu Newerton, atacante do time sub-20, ao Shakhtar Donetsk por R$ 19,4 milhões.

A diretoria também observa movimentações na Europa: o São Paulo ainda tem direito a fatias de Gabriel Sara, do Norwich, e de Morato, do Benfica. No mês passado, o zagueiro Lyanco trocou o Southampton, da Inglaterra, pelo Besiktas, da Turquia, o que vai render receita ao clube do Morumbi pelo mecanismo de solidariedade.

Até Nikão, meia de passagem bastante apagada pelo São Paulo e hoje emprestado ao Cruzeiro, também sem destaque, gera expectativa por uma venda.

Cartolas tricolores ficaram animados há algum tempo quando receberam sondagens pelo meia, que tem só 16 partidas pelo Cruzeiro – não esperavam a possibilidade de fazer dinheiro com o atleta de 31 anos. As conversas não andaram, mas ainda não descartam uma venda.

O clube também prevê aumento de outras receitas que possam compensar uma arrecadação menor com a venda de atletas.

Uma delas é impactada justamente pela possível manutenção dos principais jogadores: as premiações. O orçamento deste ano prevê que o São Paulo, por exemplo, chegaria às quartas da Copa do Brasil. O time está na semifinal, um acréscimo de R$ 9 milhões no prêmio, que pode somar mais R$ 30 milhões, pelo menos, se chegar à final e for vice – ou o valor máximo de R$ 70 milhões que será pago ao campeão.

O São Paulo também já conta com uma arrecadação melhor com bilheteria. Em 2022, vendeu R$ 67 milhões em ingressos, média de R$ 1,7 por partida. Nesta temporada, ainda em agosto, já são R$ 50,7 milhões de renda, com média de R$ 2,2 milhões por jogo.

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