O lateral direito Rafinha acompanhou de perto a passagem de James Rodríguez no São Paulo. O experiente jogador, que foi um dos trunfos do Tricolor para contratá-lo, falou sobre a iminente saída do colombiano, que pediu para não jogar mais pelo clube e está perto de rescindir seu contrato.

Rafinha saiu em defesa do ex-colega do Bayern de Munique e elogiou seu profissionalismo, mas concordou que seria difícil ver James ganhar espaço no São Paulo, uma vez que o time estava entrosado. Ele também lembrou que o meia não viajou com o grupo para Belo Horizonte, onde a equipe disputou a Supercopa do Brasil, contra o Palmeiras.

O ala revelou que pediu para o colombiano ir com o grupo para BH, já que até mesmo os jogadores lesionados, como Lucas e Luan, viajaram. No entanto, a decisão já estava tomada. Rafinha disse que o elenco gostaria de contar com a presença do atleta nas comemorações daquela conquista.

“Fiz a maior força para o James vir, fui um dos caras que ajudou. Tinha uma amizade com ele, jogamos muito tempo juntos no Bayern. Não é porque é meu amigo, mas é um cara super profissional, se dedica muito. O futebol do James hoje é o mesmo de dez anos atrás, ele sempre teve esse estilo mais cadenciado. Só que às vezes o time pode mudar a estrutura de jogo para ele, no Bayern eles amavam ele. Assim foi a carreira dele toda, no Real Madrid também faziam de tudo para encaixar ele. É difícil falar que não deu certo, como ele vai mudar o São Paulo? O time estava entrosado, ninguém dando brecha. A gente sabe da qualidade dele, mas é complicado. Como o Carpini vai tirar alguém do time só para colocar o James?”, afirmou o lateral em entrevista à TNT Sports.

“O James é craque, mas para ele funcionar, tem que armar o esquema para ele. Ele treina bem, é profissional demais. Tanto que lá no São Paulo, depois desses últimos jogos que ele não participou, ninguém fez cara feia para ele. Ele não é de reclamar, sempre treinou bem, não é de fazer careta. Eu não participei dessa decisão, só liguei várias vezes para ele quando o São Paulo queria contratar. Na Supercopa, todos que estavam ali foram. Eu falei pra ele: ‘Vamos lá, não custa nada, amanhã você volta’. Mas ele já tinha falado com todo mundo do São Paulo, já havia sido conversado bem antes. Mas claro que queríamos que ele estivesse lá”, acrescentou.

O atleta também recordou a provocação ao lateral Caio Paulista. O ala, que tinha permanência praticamente certa no São Paulo, acabou se transferindo para o Palmeiras e irritou a torcida. Após o título da Supercopa, Rafinha provocou o ex-companheiro, derrotado na final. Questionado se mandou mensagem a Caio após a conquista, ele desconversou e o desejou sorte.

“Não mandei, não. Devia ter mandado (risos). Mas tô brincando, a gente torce para que tenha sucesso. Ficou chato o jeito que ele saiu, a provocação ali depois do jogo faz parte. Sem criar violência, a gente tirou onda numa boa. É isso, faz parte do futebol. Se ele tivesse ganhado, tenho certeza que iria brincar também. Eu desejo sorte para ele, menos contra nós”, declarou.

O lateral direito também confirmou que jogou lesionado na Supercopa. Ele sabia que não reunia condições de jogar, mas quis ajudar o São Paulo na decisão.

“Fui fazer um teste contra o Corinthians na Neo Química Arena, mas não estava aguentando. O pessoal do São Paulo fez uma ‘gambiarra’ para que eu conseguisse jogar meio tempo. Eu estava com tanta vontade de jogar, eu sabia que a minha presença era importante, os caras respeitam. Os jogadores do Palmeiras estão acostumados a jogar final, e eu queria estar ali para ajudar o São Paulo”, concluiu.

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