O atacante Pedrinho entrou com uma ação trabalhista contra o São Paulo pedindo a reversão da demissão por justa causa do clube. O jogador foi acusado de agressões e ameaças à ex-namorada, Amanda Nunes, no início de março. O caso está em segredo de Justiça na 68ª Vara do Trabalho de São Paulo. O ge teve acesso à ação junto ao distribuidor do TRT da segunda região.

Amanda registrou um Boletim de Ocorrência logo após as agressões. Logo depois, foi aberto um inquérito para a apuração dos fatos. Durante esse período, Pedrinho seguiu treinando em horários alternativos no CT da Barra Funda e com contrato vigentecom o Tricolor.

Em abril, a sua situação mudou após o ge divulgar prints de conversas entre o atacante e a ex-namorada mostrarem o jogador fazendo ameaças à vida da garota. Nas conversas, em que o atleta também faz diversas ofensas a Amanda, Pedrinho se queixa de ela manter um celular dado por ele. Em mais de um momento, diz que vai matá-la.

Após o conhecimento das mensagens ameaçadoras, o São Paulo não hesitou em rescindir o contrato do jogador por justa causa.

O ge ouviu fontes dentro e fora do clube, e foi unânime que a decisão pela justa causa ocorreu pelo fato de Pedrinho ter mentido ao clube quando lhe foi dado o benefício da dúvida. Em todo momento em que foi questionado, ele afirmou que a vítima “estava inventando”. Ao ter ciência das conversas, o São Paulo não teve mais dúvida sobre o comportamento do atleta.

Os advogados de Pedrinho, de acordo com apuração da reportagem, alegam que o clube não fez qualquer sindicância e não esperou o processo ser finalizado para tomar tal decisão. Por conta disso, entraram com a ação pedindo a reversão.

Logo após o comunicado oficial do São Paulo, Pedrinho disse em suas redes sociais que a rescisão era “injusta” e que ele era vítima na situação. Afirmou, ainda, que “a rescisão contratual foi baseada em criminoso vazamento seletivo de antigas e editadas mensagens, que desobedeceu a medida judicial existente a meu favor”.

O São Paulo, porém, consultou na época uma especialista em relacionamentos para analisar o caso, e foi diagnosticado um relacionamento tóxico do casal por inúmeros episódios de brigas relatados. A recorrência de agressões das duas partes poderia se tornar algo ainda mais grave, e o clube decidiu que não queria mais Pedrinho no elenco.

O clube alegou, na época, que em nenhum momento fez juízo de valor sobre a ocorrência ou não da agressão física. O que foi decisivo para o desligamento foi a omissão por parte de Pedrinho das ameaças e ofensas verbais, tais como: “sua putinha, vagabunda e eu vou te matar”

Procurado, o São Paulo afirmou não ter sido notificado sobre a ação na qual Pedrinho entrou contra o clube e, por isso, não irá se manifestar.

Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que não há nenhuma possibilidade de o jogador voltar a vestir a camisa do Tricolor, independentemente se ele vencer ou não a ação trabalhista.

O processo de Amanda Nunes contra Pedrinho continua sob os cuidados da Justiça. O jogador pertence ao Lokomotiv, da Rússia, e está sem clube desde sua rescisão.

O ge conversou com especialistas nesse tipo de caso e, por Amanda ter acionado a Lei Maria da Penha, a investigação criminal e o processo criminal instaurados vão transcorrer normalmente, independentemente do casal fazer as pazes ou não.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *