Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, defendi e continuarei defendendo que o Campeonato Paulista seja utilizado como laboratório para o técnico, recém chegado, conhecer o potencial do elenco que tem e quais esquemas táticos poderá implantar.

Carpini tem feito isso. Usou uma formação tradicional contra o Santo André, inventou com três zagueiros, mas sem ter um ala direito contra o Mirassol e voltou ao tradicional contra a Portuguesa, apesar de fazer variações durante a partida.

Em alguns momentos o time atuou com formação de três zagueiros, com Arboleda pela direita, Alan Franco pelo meio e Luiz Gustavo pela esquerda. Porém, na maioria das vezes, Luiz Gustavo alternou com Bobadilla a saída de bola da defesa para o ataque.

Carpini usou Galoppo como meia, mas neste sábado ele jogou na frente, aberto pela esquerda. Prefeito no meio, onde ele rende mais.

Luciano foi segundo atacante, mas no final do jogo virou centro-avante, com a saída de Calleri. Até fez seu gol, mas foi anulado. Aliás, que jogada do Alisson com o Wellington Rato para a conclusão de Luciano. Pena que Rato estava impedido.

O fato é o seguinte: essa semana não podemos ter laboratório, temos que ter um time definido. Clássico contra o Corinthians em Itaquera, por si só muito importante, mas que aumenta a responsabilidade por termos um tabu a quebrar no galinheiro. Domingo clássico contra o Palmeiras, valendo título.

Sei que, mesmo se ocorrerem duas derrotas, não será hora de cobrar resultado de um técnico que acaba de chegar, mas que a carta sobre seus ombros será gigantesca, isso não há dúvida. Vai ter cobrança da torcida que conduz e o trem corre o risco de descarrilar.

Por isso, foco total nessa semana, pois tem jogo que vale título.

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