Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o tempo de glória voltou. E com um rigor impressionante. Afinal, conquistamos o único título que faltava em nossa vasta coleção, com requintes de crueldade, eliminando, numa sequência, dois arquirrivais locais, como Palmeiras (não é o melhor da América?) e o Corinthians (não é nossa asa negra?) e, de quebra, o Flamengo (não é o melhor do mundo?). Foi um título com a marca do São Paulo, aquele que sempre foi gigante e estava um pouco adormecido, mas que deixaram acordar. Agora, segura.

Se há um acerto desta diretoria foi o momento da troca de técnicos. Rogério Ceni tinha criado atrito com todo o elenco e não conseguia mais fazer o time andar. Dorival chegou, mudou o clima, uniu o grupo e conseguiu tirar bons resultados dos mesmos jogadores que estavam com Ceni. Dorival disse na entrevista que havia pedido a Júlio Casares que, se não pudesse contratar, ao menos não vendesse ninguém. A diretoria atendeu o pedido e ainda trouxe, de quebra, Lucas e James Rodrigues (esse último um bom expectador dos grandes jogos).

Jogadores como Arboleda e Calleri não tinham nada a provar. Mas o crescimento de Rafinha, Beraldo, Caio, Rodrigo Nestor e Alisson nas mãos de Dorival é algo fora do comum. Essa somatória fez do São Paulo um digno e legítimo campeão.

Não teve Palmeiras, não teve Corinthians, não teve Flamengo, não teve ninguém. Chegamos como zebra contra todos eles, assim como acontecem em 1992 e 1993, quando Barcelona e Milan eram os favoritos disparados e conheceram a força do Tricolor. Agora, em menor intensidade por conta dos adversários, é claro, a história se repetiu.

O elenco está de parabéns, Dorival, acima de tudo, é sensacional. Todos que se envolveram nessa conquista devem ser reverenciados. Muricy voltou para ser campeão.

Falei durante a transmissão pela Rádio São Paulo e vou deixar marcado aqui. Sou um crítico desta administração, mas sou acima de tudo ético e sei bem separar as coisas. Devemos reverenciar algumas figuras que tem sido alvo de minhas críticas, às vezes, ferozes: Carlos Belmonte, diretor de Futebol, pois afinal foi ele quem montou, em última análise, o time que conquistou a Copa do Brasil; Dedé, diretor Social, que espalhou telões por todos os cantos do clube para que os sócios pudessem acompanhar a partida; Eduardo Toni, diretor de Marketing, pelo grande trabalho feito no final de semana, como um dirigível pelo céu de São Paulo, as bandeirinhas, a queima de fogos, etc. E, claro, Júlio Casares, o presidente que comandou tudo isso. Um presidente campeão.

Não vou permitir que o título encubra os erros da diretoria. Mas, como já disse aquele grande filósofo Confúcio, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E, acima de tudo, de divergências e outras coisas mais, somos todos São Paulo.

Por último, quero apenas fazer uma retificação no título desta editorial. Não temos todos os campeonatos não. Há um Palmeiras e Corinthians tem e nós não. Aliás, esse eu não quero.

Salve o Tricolor Paulista, eterno amor da minha vida. Obrigado, São Paulo. É Campeão!!!

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