Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o medo está instalado na eleição para o Conselho Deliberativo do São Paulo, que transcorrerá no próximo dia 25. Principalmente entre os candidatos da oposição, do grupo chamado Salve o Tricolor Paulista.

Os fatos verificados na ultima quarta-feira, feriado de 15 de novembro, escancararam a relação, por vezes promíscua, existente entre o presidente Júlio Casares, e por conseguinte seus auxiliares diretos, com as torcidas organizadas.

Nunca nos posicionamos contra qualquer organizada. Apenas criticamos quando atos de violência são praticados por elas. Nunca fomos contra relação institucional entre a diretoria e as torcidas, apesar de entender que se há uma relação institucional entre a diretoria e as organizadas, por quê também não entre a diretoria e os sócios torcedores? Entre a diretoria e os proprietários de cadeiras cativas? Entre a diretoria e os que não são nem um, nem outro, mas que compram seu ingresso, compram as camisas do clube, pagam Premiere, enfim, são, também, torcedores do São Paulo?

Nunca pregamos que membros de organizadas não pudessem frequentar o clube social. Comprando título, pagando as mensalidades e cumprindo o estatuto – algo que a própria diretoria não cumpre -, terão todo o direito de usarem o parque social, se candidatarem, ao seu tempo, ao Conselho Deliberativo e, quiçá, a presidente do São Paulo.

O que somos contra é a invasão de torcedores, como verificado na última quarta-feira e mentirosamente negado pelo ouvidor do clube, Themis, que apesar de negar a presença de não sócios, admite que seu grupo, o Participação (grupo de Júlio Casares, Leco e Carlos Miguel Aidar, entre outros), contratou a bateria da Dragões da Real para uma apresentação.

Se remontarmos a 2013, vamos lembrar que Juvenal Juvêncio fez algo muito semelhante, liberando a entrada da Independente para um churrasco, em vésperas de eleição, e causou um grande rebuliço, com conselheiros da oposição sendo agredidos.

Essa volta de membros de organizadas para dentro do clube tem o objetivo de pressionar e coagir os sócios na hora da votação. Afinal, pelas próprias publicações de seus líderes, a diretoria é tratada na primeira pessoa do plural e a oposição na terceira.

Se qualquer ato de violência acontecer, dentro ou fora do clube no dia 25, haverá apenas um culpado e que será responsabilizado por tudo: Júlio Casares. Foi ele quem propiciou tudo isso.

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