Campeão da Conmebol Libertadores pelo River Plate em 2018, na histórica final contra o Boca Juniors ocorrida no Santiago Bernabéu, da Espanha, o atacante Lucas Pratto esteve presente no sorteio da fase de grupos da edição deste ano, em Assunção, no Paraguai, onde está jogando desde janeiro.

Ex-jogador de Atlético-MG e São Paulo no Brasil, o centroavante argentino agora atua pelo Olímpia, onde é comandado por Martín Palermo e soma dez jogos e um gol. Muito tradicional, a equipe paraguaia caiu na fase preliminar da Sul-Americana e não tem mais calendário internacional em 2024.

Em papo com a reportagem do ge, o atacante de 35 anos disse que já faz planos para o período pós-aposentadoria, que pode acontecer ainda no Paraguai, e lembrou sua saída do São Paulo em janeiro de 2018, quando alegou problemas familiares e voltou à Argentina para jogar pelo River Plate.

– Sim (eu poderia ter feito mais pelo São Paulo). A verdade é que não havia sido um bom ano esportivo para o São Paulo (2017), eu depois saí por uma coisa familiar e também pelo River ser um clube muito grande que se interessou em mim. Mas o São Paulo é gigante, graças a Deus no ano passado conseguiu ganhar a Copa do Brasil e está onde deve estar, jogando a Libertadores. Mas o futebol é isso, às vezes você sai de lugares em que você gosta, e na vida isso acontece a todo tempo.

Pratto foi vendido ao River por 11,5 milhões de euros (R$ 44,4 milhões), mais 3,5 milhões de euros (R$ 13,5 milhões) que estavam condicionados a metas que não foram reveladas. O Tricolor recebeu no ato 8,5 milhões de euros (R$ 32,90 milhões), enquanto o restante ficou com o Atlético-MG.

Na temporada 2017, Pratto fez 48 jogos, 14 gols e deu seis assistências pelo São Paulo.

– O clube se interessou em mim, é um clube que vive um momento de reconstrução, não teve um bom 2023, apesar de terem feito uma boa Conmebol Libertadores (eliminado nas quartas para o Fluminense), a nível nacional o time não foi bem (sexto colocado), então neste ano estamos tentando colocar o time nas primeiras posições para podermos voltar à Libertadores em 2025. Aos poucos as coisas vão melhorando.

Você chegou ao evento ao lado do Palermo, que hoje é seu treinador. Há uma cobrança diferente por ser um ex-jogador da sua posição?

– Ele é uma grande pessoa, esperamos fazer muito felizes os torcedores do Olímpia. Há uma cobrança diferente, por eu ser argentino ele me cobra mais, pois sabe o que a gente pode dar. Estamos tentando fazer o que ele gosta dentro de campo.

Aqui você encontrou o Victor, que hoje é diretor de futebol do Atlético-MG. Ficou um carinho grande pelo clube mineiro também?

– Sim, pelo clube e pelo Victor, que é um grande amigo fora do clube. Fico feliz por ver as conquistas dele, agora como diretor esportivo. Espero que ele tenha muitas conquistas como dirigente.

É um caminho que você pretende seguir?

– Não sei se diretor. Treinador eu gostaria, mas diretor esportivo eu não sei… Não sou muito bom nas coisas protocolares. Fiz o curso de treinador (da AFA) na pandemia, então quando eu me aposentar verei como as coisas vão acontecer.

E antes de parar, vai voltar ao futebol brasileiro?

– Não sei, não sei. Talvez sim, talvez não. Estou pensando no Olímpia. Como falei para a imprensa paraguaia na semana passada, o Olímpia me abriu as portas num momento difícil da minha carreira (após rescisão no Defensa y Justicia). Então, se o Olímpia desejar, ficarei até me aposentar por aqui.

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