Jogadores e dirigentes do São Paulo foram denunciados pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP) pelas ofensas proferidas ao árbitro do clássico do último domingo, contra o Palmeiras, Matheus Candançan.

O presidente, Julio Casares, o diretor de futebol, Carlos Belmonte, o diretor adjunto, Fernando Bracalle Ambrogi, conhecido como Chapecó, o auxiliar técnico, Estéphano Djian, e os atletas Jonathan Calleri, Rafinha e Wellington Rato podem ser punidos pela sua conduta nos corredores que dão acesso aos vestiários do Morumbi após o jogo.

Todos foram enquadrados no artigo 258, parágrafo 2 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

Art. 258 – Assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código.

II — desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões.

A pena, neste caso, é e suspensão de uma a seis partidas de suspensão para atletas, membros da comissão técnica, treinador ou médico da equipe. Para qualquer outra pessoa ligada ao clube, pode haver um gancho de 15 a 180 dias.

Caso o Tribunal julgue que os acontecimentos foram de pequena gravidade, a pena poderá ser substituída por advertência.

Já o São Paulo foi enquadrado no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva por “ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto”. Neste caso, a pena prevista é de R$ 100 a R$ 100 mil de multa.

Entenda o caso

Revoltados com a atuação de Matheus Candançan no clássico contra o Palmeiras, em que marcou um pênalti questionável a favor do rival e ignorou o VAR, que havia identificado um possível pênalti de Piquerez em Luciano, além de não ter expulsado Richard Ríos por forte entrada em Pablo Maia, os são-paulinos saíram de campo inconformados e foram tirar satisfação com o árbitro nos corredores que dão acesso aos vestiários do Morumbis.

A denúncia do TJD-SP tem como base o que foi relatado na súmula da partida pelo árbitro Matheus Candançan:

Informo que, ao final da partida, a equipe de arbitragem foi interceptada no túnel que dá acesso ao vestiário dos árbitros por diversos dirigentes e atletas (não relacionados) do São Paulo FC.

Foi proferido as seguintes palavras pelos dirigentes Fernando Bracalle Ambrogi [Chapeco], Carlos Belmonte Sobrinho e Julio Casares: “Safados! Que pênalti foi esse? Sem vergonhas! Filhos da p…! Vai tomar no c…! Você não vai ficar em paz, desgraçado! O Abel apitou o jogo hoje”.

Foram identificados também os atletas não relacionados para a partida, Márcio Rafael Ferreira de Souza [Rafinha], proferindo as seguintes palavras contra a arbitragem: “Vai tomar no c…! Como dá um pênalti desse? Safado! Você nunca mais vai apitar aqui!”. E Wellington Soares da Silva [Wellington Rato] proferindo as seguintes palavras contra a arbitragem: “Safado! Vai tomar no c…! Filho da p…!”.

O assistente número um, Danilo Simon Manis, também denunciou o auxiliar técnico do São Paulo, Estéphano Djian, ao árbitro Matheus Candançan, durante o segundo tempo por conduta indevida.

Aos 59 minutos de jogo, chamei o árbitro para expulsar o Sr. Estéphano Kiremitdjian Neto, auxiliar técnico da equipe do São Paulo F. C, após seu companheiro de Comissão Técnica, Octávio José Bittencourt Ambrogio Kalil Ohl, treinador de goleiros da mesma equipe, ter sido advertido por mim verbalmente por realizar de forma sarcástica e irônica um gesto com a mão associado ao seu semblante significado: “Acabou de dar o seu show, agora pode voltar pro seu lugar”, ridicularizando minha atitude e procedimento recomendado nessa situação.

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