Com o inédito título da Copa do Brasil conquistado neste domingo, contra o Flamengo, no Morumbi, alguns jogadores do São Paulo se credibilizaram ao status de ídolo do clube. Enquanto alguns já haviam erguido a taça do Campeonato Paulista em 2021, outros aguardavam ansiosamente a oportunidade de, enfim, gritar “é campeão” com a camisa tricolor.

É verdade que o título paulista de 2021 acabou com uma fila do São Paulo de mais de oito anos, mas o fato de se tratar de um Estadual, que hoje possui bem menos prestígio em relação às outras competições, além do fato de os estádios estarem fechados à época por causa da pandemia, diminuiu um pouco a relevância daquela conquista.

Por isso, nomes fundamentais para o 22º título paulista do São Paulo, como Luan e Luciano, autores dos gols da equipe na grande final, no Morumbi, embora contem com o carinho da torcida, não são considerados ídolos absolutos do clube.

Agora, porém, Luciano e alguns outros jogadores passam a ser considerados ídolos para boa parte da torcida. Nomes como Calleri, Arboleda e Rafinha, ovacionados pelos são-paulinos há tempo, ganharam um novo status na história do clube, assim como Rodrigo Nestor, decisivo tanto no Rio de Janeiro quanto na capital paulista. Lucas Moura, por sua vez, só reforçou o que representa para o Tricolor.

Lucas Moura
O jovem revelado em Cotia deixou o São Paulo em 2012, se despedindo com o título inédito da Copa Sul-Americana e, inclusive, erguendo a taça ao lado do então capitão Rogério Ceni, que fez questão de ceder a honra à, na época, grande promessa do futebol brasileiro.

Lucas Moura nunca negou o desejo de voltar ao São Paulo algum dia. Quis o destino que, dez anos depois e uma consistente passagem pelo futebol europeu, o camisa 7 retornasse ao Morumbi para novamente conquistar um título inédito para o clube.

Lucas assinou contrato com o São Paulo válido somete até o fim de 2023. É mais provável que o jogador decida voltar a atuar no exterior no próximo ano, aproveitando a última oportunidade de assinar um vínculo financeiramente vantajoso em sua carreira. Mas, a chance de disputar uma Libertadores pelo clube do coração em 2024 pode falar mais alto.

Fato é que, independentemente da decisão de Lucas Moura para a próxima temporada, sua idolatria é incontestável. Dois títulos importantíssimos foram conquistados pelo São Paulo com o atacante em campo. A torcida não esquecerá.

Calleri
Calleri talvez seja o jogador que mais mereça esse reconhecimento por tudo que entrega dentro de campo. O camisa 9, que retornou ao São Paulo em 2021 após uma curta passagem no primeiro semestre de 2016, aguardava ansiosamente por um título pelo clube, e ele não poderia vir de maneira mais especial.

Em 2016, Calleri ajudou a conduzir o São Paulo até a semifinal da Copa Libertadores, caindo para o Atlético Nacional, da Colômbia, que se sagraria campeão naquele ano. Seu excelente desempenho pelo Tricolor fez com que o argentino caísse nas graças da torcida rapidamente, ganhasse música – “Ô ô ô, toca no Calleri que é gol” – e passasse a considerar com carinho o retorno ao clube do Morumbi no futuro.

Demoraram anos, mas Calleri voltou a vestir a camisa do São Paulo e, desde então, tem sido fundamental independentemente do técnico que esteve na beira do campo. E quando mais se precisou dele, ele apareceu. O camisa 9 foi o responsável pela vitória do São Paulo por 1 a 0 sobre o Flamengo no jogo de ida da decisão, no Maracanã, abrindo o placar no final do primeiro tempo. O argentino também é o artilheiro isolado do Tricolor na atual temporada, com XX gols.

Luciano
Quem também é o motivo de coros da torcida são-paulina é Luciano. Na final da Copa do Brasil, contra o Flamengo, o camisa 10 tricolor teve de amargar a reserva, mas foi acionado tanto na ida quanto na volta, ajudando a equipe a segurar os rivais para confirmar o título inédito do torneio.

Luciano já havia sido decisivo na final do Campeonato Paulista de 2021, marcando o segundo gol do São Paulo na vitória sobre o Palmeiras, no Morumbi, por 2 a 0, mas faltava um título de maior expressão para ele consolidar a sua história vitoriosa no Morumbi.

Na atual temporada, Luciano é o jogador que mais participa de gols do São Paulo. Além de ser o vice-artilheiro do elenco, com dez bolas nas redes, o atacante também soma oito assistências, figurando como principal “garçom” ao lado de Wellington Rato.

Arboleda
Jogador do elenco com mais tempo de casa, Arboleda defende do São Paulo desde 2017. O zagueiro viveu todos os momentos assombrosos da história recente do clube, conviveu com risco de rebaixamento em algumas dessas temporadas, brigou por títulos em outras, mas se acostumou a “bater na trave”. Agora, porém, o equatoriano tem muitos motivos para comemorar.

Figurinha carimbada nas convocações da seleção equatoriana, Arboleda disputou a Copa do Mundo do Catar, no ano passado, mas, embora tenha sido campeão paulista em 2021, como Luciano, ainda faltava um título de peso para se eternizar na história do São Paulo.

Arboleda teve um desempenho irretocável durante toda a campanha do Tricolor nesta Copa do Brasil. Contra o Flamengo, o zagueiro não deu espaços para erros, minando o poderoso ataque rival formado por Bruno Henrique, Gabigol e Pedro.

Nestor

Revelado pelas categorias de base do São Paulo, o jovem meio-campista passou por maus bocados no clube após ser promovido ao profissional. Criticado duramente em diversas oportunidades, sobretudo quando o time não ia bem, Rodrigo Nestor teve a redenção nos dois jogos da final da Copa do Brasil, sendo decisivo tanto no Rio de Janeiro quanto na capital paulista.

Foi Rodrigo Nestor que deu o passe para Calleri balançar as redes na vitória do São Paulo sobre o Flamengo, por 1 a 0, no Maracanã. Já neste domingo, no Morumbi, o meio-campista entrou para a história do clube ao marcar um golaço que empatou a partida para o Tricolor, após o Rubro-Negro carioca ter aberto o placar.

Por isso, não é exagero algum considerar Rodrigo Nestor um ídolo do clube. Por tudo o que fez nessa final de Copa do Brasil, por tudo que aguentou quando as coisas não aconteceram como planejado nos últimos anos e por toda doação dentro de campo, o camisa 11 merece o reconhecimento.

Rafinha
Aos 38 anos, Rafinha conseguiu realizar o sonho de conquistar um título pelo seu time do coração. O veterano lateral direito esbanjou profissionalismo para se manter em alto nível e poder competir com rivais mais novos, mais velozes e com todo potencial de causar um verdadeiro estrago na defesa são-paulina.

Rafinha é um exemplo para os muitos jovens que compõem o elenco do São Paulo. Além de toda a diferença que ele fez dentro de campo, mesmo com a idade avançada, o lateral direito foi fundamental também fora das quatro linhas, sendo uma liderança importante no vestiário para conduzir esse elenco rumo a um título inédito.

Com contrato somente até o fim da atual temporada, Rafinha sabe que vive os últimos momentos de sua carreira. O lateral direito ainda planeja jogar mais um ano. Resta saber se ele renovará seu vínculo com o São Paulo ou tomará novos rumos.

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