Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não vou aqui embarcar no ilusionismo da fácil empolgação, mas tenho que reconhecer que o início da temporada do São Paulo foi promissor, ainda que tenha sido só o primeiro jogo, dentro do Morumbi, contra um time da série D do Brasileiro.

Mas vamos combinar: imagina se o Lucas não tivesse jogado o que jogou, se o time tivesse padecido para ganhar do Santo André: iríamos estar aqui cornetando até a morte.

Não preciso ouvir discursos de que o jogo que vai mostrar nossa real condição é contra o Palmeiras, na disputa da Super Copa do Brasil, ou mesmo o jogo anterior, contra o Corinthians, em Itaquera. Talvez o seja na próxima terça-feira, contra o Mirassol, na casa deles, time que reputo como dos mais difíceis do interior.

Mas o sábado foi de um Morumbi com 45 mil pessoas, algo inédito na estreia do Tricolor num Campeonato Paulista, com direito a show de Lucas, partida abaixo do nível de Calleri, ótimas participações de Alisson e Rato, alegria por ver Igor Vinicius voltar e jogar os 90 minutos sem sentir nada e vermos que o elenco se fortaleceu para esse ano, como seria obrigatório acontecer.

No campo ficou claro que o time toca a bola com m ais objetividade, que marca pressão a saída do adversário, mas que ainda deixa alguns espaços entre o meio campo e a defesa. Nas saídas de bola, Diego Costa e Alan Franco viram laterais. Aí formam-se duas linhas de três, na vertical, pelos cantos do campo: de um lado, nessa ordem, Diego Costa, Igor Vinicius e Wellington Rato; do outro Alan Franco, Wellington e Lucas. É melhor carregar a bola pelos lados do campo, pois em caso de erro, a recuperação se faz mais fácil pelo meio.

Ficou patente, também, que a defesa sofre sem Arboleda. O gol que sofremos, pelo alto, mostra que a estatura baixa da zaga não pode sustentar os jogos que teremos pela frente. Talvez na ausência de Arboleda deveria jogar Ferraresi. Aliás, para mim, a defesa titular deve ser Arboleda e Ferraresi.

De resto, crédito a Carpini pela estreia e vamos esperar o desenrolar da temporada, deixando claro que não sou ufanista, mas realista. Sei que não valeu nada, mas se esse “não valer nada” tivesse terminado com uma derrota, nós encontraríamos motivo para detonar o time como se tivesse valido alguma coisa. Então, bola prá frente.

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