Julio Casares foi reeleito presidente do São Paulo na última sexta-feira para um mandato de três anos. E ele terá pela frente alguns desafios já em 2024.

O principal deles são as finanças do clube. Em seu primeiro ano de mandato, em 2021, uma das metas já era essa. Casares até conseguiu recuperar o fôlego pós-pandemia e viu o caixa melhorar, apresentando superávit de R$ 79 milhões ao fim de 2022.

No entanto, o São Paulo segue com dificuldades no fluxo de caixa e passou por praticamente todo ano de 2023 atrasando salário para os atletas.

– Vamos continuar uma caminhada de reconstrução que leva tempo. Três anos é pouco, subimos degraus, em âmbito esportivo chegamos em quatro finais e ganhamos duas. O legado financeiro houve um equilíbrio, o estancamento da sangria – analisou o presidente minutos após a confirmação da vitória.

– Vamos focar na continuidade da competitividade esportiva, equilíbrio e continuidade da situação financeira – acrescentou.

O balanço financeiro do exercício deste ano só deve ser divulgado em abril, mas Casares já admite que haverá um déficit se nenhum jogador for vendido até o final de dezembro. Fontes ouvidas pelo ge também acreditam que pode não haver diminuição da dívida, mesmo com o bom dinheiro arrecadado com as premiações e bilheterias deste ano.

O endividamento no final de 2022 fechou próximo dos R$ 700 milhões. Metade disso será cobrada no curto prazo.

Elenco
Com a reeleição, Casares poderá dar sequência ao planejamento de contratações e dispensas para a próxima temporada. As saídas podem chegar até a 12 nomes, o que aliviaria a folha salarial.

Muitos jogadores que estão na lista de dispensas podem servir como moeda de troca no mercado de transferências. O São Paulo já tentou envolver atletas na troca por Emmanuel Martínez, do América-MG, mas a oferta foi recusada.

Outra prioridade é a manutenção do elenco, e o principal nome é o de Lucas Moura. Com contrato até dezembro, o meia-atacante não decidiu se fica, e a diretoria tem intensificado as conversas para um novo vínculo de mais três anos.

As vendas também devem movimentar essa reta inicial do novo mandato do presidente. Beraldo, por exemplo, recebeu uma oferta de 18 milhões de euros (R$ 95,5 milhões) do Zenit, da Rússia, e o clube aguarda propostas ainda melhores. O objetivo é conseguir faturar mais com o zagueiro.

Pablo Maia e Rodrigo Nestor também devem ser assediados, e o desafio de Casares é manter um elenco forte para a disputa das competições que virão.

Libertadores
A necessidade de reforçar o elenco se dá muito por conta da disputa da Conmebol Libertadores. O São Paulo está de volta à competição e quer ser protagonista no torneio que já venceu três vezes.

Para isso, a comissão técnica e a diretoria entendem que o atual elenco ainda não tem todas as peças necessárias. A Libertadores será a prioridade da temporada.

A busca hoje é, principalmente, por um atacante que possa ser reserva ou brigar por posição com Calleri. O clube já tem um acerto com Erick, do Ceará, jogador de velocidade, e está muito perto do volante Luiz Gustavo, que defendeu a Seleção.

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