A festa que parecia linda e emocionante no Morumbi acabou frustrando, nos bastidores, verdadeiros campeões mundiais de 1993, que foram colocados num camarote, sequer foram a campo, muito menos receberam as medalhas.

Trata-se de Dinho, Vitor e Cerezzo, Ronaldo Luis, André Luis, por exemplo. O mineiro viajou mais de dez horas de carro para vir ao evento, mas foi deixado de lado, enquanto Dinho reclamou do descaso da diretoria, que optou por colocar em campo ex-jogadores como Dodô, Jorge Wagner e Kaká, Hernanes, por exemplo, que não ganharam título mundial algum com o  São Paulo.

Talvez tenham sido colocados para dar mais volume de jogo e impedir que o São Paulo, em sua festa, fosse derrotado no Morumbi pelo Milan.

Na realidade, os únicos campeões mundiais de 1993 que estiveram em campo foram Cafu, Valber, Muller e Palhinha, com Zetti jogando três minutos. Raí, campeão de 1992, jogou 15 minutos.

Não contesto a participação de Raí, um verdadeiro campeão mundial, muito menos de Cicinho, Josué, Lugano, Fabão,  Junior, Amoroso e Aloisio, campeões de 2005 (apesar que a festa era para os bicampeões de 1993). Mas jogadores que não ganharam nenhum título mundial, isso foi pura jogada de marketing que não dignificou a história do clube.

Os campeões mundiais que não participaram do jogo festivo ficararam até 22h no Morumbi esperando o ônibus que os transportaria para o hotel, onde acontecia uma confraternização. Revoltados, quando chegaram, foram direto para seus aposentos com seus familiares, que não puderam vê-los em campo numa festa que, teoricamente, era para eles.

Faltou mais uma vez respeito por essa diretoria num evento que deveria homenagear nossos grandes heróis, mas que ficou por conta de uma aparição constante de Júlio Casares, como se ele tivesse algum mérito nessas conquistas.

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