Técnico do São Paulo, Dorival Júnior lamentou o empate sem gols com o Cuiabá, na noite deste domingo, no Morumbi, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas absolveu de culpa os atacantes e também o meia colombiano James Rodriguez pelo tropeço em casa.

Ídolo do clube, Lucas Moura chegou a citar a ausência de Jonathan Calleri como decisiva para a dificuldade tricolor em marcar gols, já que o time até troca passes no terço final, mas não tem ninguém para finalizar com qualidade. Dorival foi menos incisivo.

— Prefiro acreditar que é momentâneo. O Erison e o David estão voltando de lesões demoradas e leva um tempo para uma readaptação completa. As pessoas não têm ideia o que é retornar de uma lesão séria em razão do tempo parado e conseguir desenvolver em plenitude.

— Estamos em final de temporada, e as equipe jogando em alta intensidade. Para mim, é incontingência, acontece, tem nos preocupado um pouco. Não podemos jogar a culpa na figura de um atacante. Tomar cuidado para aos poucos voltar a marcar. Criação vinha tendo, com exceção desses últimos dois jogos. Acredito que o volume de jogo que sempre tivemos vamos fazer com que encontremos um caminho — disse Dorival.

Outro ponto abordado pelo treinador foi mais uma partida aquém do esperado do colombiano James Rodríguez, cujo desempenho é muito melhor em sua seleção, a Colômbia, do que com a camisa tricolor. Ele pediu mais tempo para o camisa 10.

— O James na sua seleção conhece as características de todos os companheiros, com certeza esses encontros mensais facilitam para o nível dele. A seleção se adapta perfeitamente às características dele. A adaptação na seleção acontece mais naturalmente do que com nossa equipe. Ele vai precisar de um tempo maior e está buscando até a gente conseguir o encaixe. Essa é a função do treinador. Jogar com peças para que a gente ache as outras — ponderou o comandante.

Mais do que a adaptação de James, o São Paulo também tem sido obrigado a ter paciência com a própria formação do time, com muito desfalques. Além de Calleri, por exemplo, Rodrigo Nestor está fora do restante da temporada e tem feito falta.

— Na última partida, não tivemos 13 jogadores à disposição. Nessa, cinco. Estamos tentando refazer uma equipe dentro da competição. Não é fácil. Enfrentamos o segundo melhor fora de casa. Um jogo muito difícil. Ficou um jogo muito aberto, o que não é interessante para nós — resumiu.

Jejum fora de casa
O São Paulo tem ainda três compromissos antes do fim do Brasileirão, dois deles longe do Morumbi, contra Bahia, em Salvador, e o Atlético-MG, em Belo Horizonte. O Tricolor ainda não conseguiu vencer fora de casa. Para fechar o torneio, o rival será o Flamengo, em casa.

— Não é uma obsessão, claro que queremos os resultados. Natural que incomoda, poderíamos estar melhores no torneio. A gente não pode esquecer que eram dois torneios em paralelo e dando o seu melhor. Isso tem um aspecto importante. Eu não vejo um fator negativo. Muita gente explora isso, eu não me importo.

— O Brasileirão do ano que vem vai ser diferente, temos que nos preparar melhor e sabendo o que vamos querer. Quem entrar nas três competições querendo as três não vai se dar bem. No futebol brasileiro é impossível. Uma Sul-Americana com Copa do Brasil em momentos importantes do Brasileirão se chocam. É um processo muito difícil. Ano passado conseguimos duas competições (com o Flamengo), mas foi muito difícil. Pode ter ótimo elenco e pode passar por cima de tudo isso, mas não será fácil chegar a várias competições ao mesmo tempo — encerrou Dorival.

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