Dorival Júnior adotou um discurso imponente depois de comandar o São Paulo na classificação para a semifinal da Copa do Brasil. Na noite desta quinta-feira, depois da vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, no Allianz Parque, o treinador rebateu críticas sobre a limitação do trabalho, deu novo recado à diretoria sobre o plano para a janela de transferências e usou um discurso confiante.

– Tenho ficado feliz com o que tem acontecido no São Paulo e que não vivamos o que aconteceu no passado. O treinador tem que ficar atento para que isso não aconteça – afirmou o treinador são-paulino.

– O foco é chegar nas finais das competições. Na minha primeira conversa, estava voltando para finalizar o que comecei em 2017: voltei para ganhar títulos. Não sei quando vai acontecer, mas pode ser que aconteça antes do que a gente imaginava – declarou.

Para chegar às finais que deseja, Dorival vê uma ação fundamental por parte da diretoria: não vender nomes importantes do elenco na atual janela de transferências.

Até para evitar perdas, o clube se movimenta para perder peças até do sub-20, como o atacante Newerton, negociado com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por aproximadamente R$ 20 milhões.

– Seria fundamental (não vender ninguém), e a gente não pode quebrar esse ciclo. A gente está criando padrão. Nenhum clube que passei exigi contratação, em momento nenhum da carreira. Por isso valorizo os trabalhos que fiz na carreira, até porque as equipes são formatadas pelos jogadores que encontro no local – comentou.

– Sempre valorizei as categorias de base e procuro ter um cuidado muito grande com meus jogadores e tento tirar o máximo deles. Uma equipe reconhecida e treinada nos entrega coisas que parecem inatingíveis em determinados momentos. Tendo uma comunhão e lisura com seus atletas eles se preparam ainda mais em um curto período – disse.

Diante deste fator, Dorival até usou de um tom irônico para valorizar o próprio trabalho no São Paulo, reiniciado há menos de três meses.

– Eu continuo dando sorte. Eu prefiro resumir dessa maneira, tanto que os trabalhos que a gente teve aí, tirando sete equipes que lutamos contra rebaixamento, com 12 conquistas e cinco vices. É muita sorte. Vamos continuar trabalhando nesse sentido: competência é pouca, por isso a gente entra 7h e sai as 19h – ressaltou.

– O treinador brasileiro nunca tem valor, ele encontra resultado, as coisas caem no colo da gente. Pouca gente vai ver que essa equipe tem padrão. Minhas equipes colocam a bola no chão, minha equipe não conquista vitória por conquistar. Minhas equipes têm estrutura. Por isso continuo trabalhando dessa forma e com sorte – encerrou.

O São Paulo vai conhecer o adversário da semifinal somente no fim de semana. No sábado, às 16h30 (de Brasília), o Corinthians recebe o América-MG para definir o último time classificado entre os quatro melhores da Copa do Brasil.

A vantagem está com o América-MG, que venceu o duelo de ida, em Belo Horizonte, pelo placar de 1 a 0.

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