Dorival Júnior admite que o momento do São Paulo gera preocupação, após o time chegar a cinco jogos sem vencer. Com um empate e quatro derrotas nesta sequência, incluindo o revés por 2 a 0 para o Atlético-MG, domingo, no Morumbi, o treinador disse que o alerta não pode virar uma obsessão.

– A preocupação existe, mas não pode se tornar uma obsessão. Não temos feitos jogos ruins, mas temos pecado nas finalizações. Temos tido posse de bola, variações, tentado criar, mas encontrando dificuldade nas finalizações. Tem acontecido, assim como na ultima partida aqui no Morumbi, não transformado as possibilidades em gol – avaliou.

– É natural que passe a preocupar, mas não podemos criar um ambiente em que tudo seja negativo e questionado. No vestiário irei buscar acalmar e motivar a equipe para não jogar fora tudo que foi construído. É preocupante, mas tudo vai fluir naturalmente – completou.

Desde a goleada por 4 a 1 sobre o Santos, no dia 16 de julho, o São Paulo perdeu para o Cuiabá e Atlético-MG pelo Brasileirão, perdeu para o San Lorenzo, da Argentina, pela Sul-Americana, para o Corinthians, na Copa do Brasil, além de um empate com o Bahia, também pelo Brasileirão.

Na avaliação do treinador, porém, a equipe tem tido desempenho nesses jogos. Há um problema para transformar as chances em gol.

– Temos que nos preocupar se fosse coletivamente, mas o São Paulo coletivamente mantém a estrutura, o comportamento e não perde sua organização. É natural quando o resultado não acontece gerar uma preocupação, mas não tenho duvidas que estamos próximos de transformarmos tudo isso em resultado como vinha acontecendo, quando tínhamos segurança e equilíbrio – continuou.

– Não é porque os resultados não apareceram que isso tudo vai por agua abaixo, vamos manter os pés no chão e voltaremos a normalidade.

Com a derrota para o Atlético-MG, o Tricolor perdeu a chance de colar na briga pelo G-4 do Brasileirão. O time segue com 26 pontos, na oitava colocação.

O foco agora, porém, está na Copa Sul-Americana. Na quinta-feira, o São Paulo recebe o San Lorenzo, às 19h (de Brasília), e precisa reverter no Morumbi o 1 a 0 sofrido fora de casa.

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– Pode jogar em qualquer função de ataque, conversei bastante com ele. Pode atuar aberto, mais no ataque, o que precisamos é dar condições de jogo o mais rápido possível. Vamos usá-lo ao máximo, a previsão era de 30 minutos, mas todos os testes que fizemos foi positivo. Ele terá uma semana de preparação para o próximo jogo e depois contra o Corinthians no Morumbi.

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– É difícil fazer uma avaliação sobre ele. Com o tempo ele mesmo vai me posicionar sobre essa questão, vamos aguardar e não vamos criar expectativa. De resto é fazer o que sempre fizemos, acredito na equipe e não é uma derrota ou duas que vai me tirar do prumo das convicções, tenho certeza de que coisas boas poderão acontecer daqui a pouco. O São Paulo não deixou de atuar bem e de fazer coisas certa. Pequenos detalhes têm nos tirado a possibilidade de um resultado melhor e só o trabalho pode melhorar isso.

Falta confiança neste momento?

– É uma ansiedade natural que pode acontecer com qualquer equipe, quando quer acelerar em demasia você passa do ponto. Quando se tem tranquilidade, as coisas se tornam mais simples. Tem situações mais problemáticas e complexas, a falta de gol nas partidas tem gerado mais ansiedade, mas temos que ter calma e paciência para enquadrar no que vinhamos fazendo, que vinha dando certo, construindo a todo momento. É questão de paciência e tranquilidade. Todas as equipes estão oscilando e transformando bons momentos dos complicados, mas não podemos perder a organização e o São Paulo não perdeu.

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