Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, que sina é essa que temos tido, nos últimos anos, de ficar sempre olhando para trás na tabela para verificarmos a distância que temos do Z4? Sou do tempo em que olhávamos para trás na tabela para vermos a distância que tínhamos para o segundo colocado.

Depois das vitórias sobre Coritiba e Corinthians, no embalo e na empolgação da conquista do título da Copa do Brasil, me deixei levar pelo ufanismo mercadológico desta diretoria nociva ao clube e afirmei que não mais faria contas para chegarmos aos 46 pontos. Que isso seria algo muito natural. Só que o empate com o Vasco e a grotesca derrota para o Goiás, um time quase que previamente rebaixado, nos colocou de volta na alça de mira do Z4 e volto a ter que fazer contas.

O elenco do São Paulo, e aqui englobo toda a diretoria (até o presidente) continua comemorando a conquista da taça. Parece que é algo sem fim. Lembra a conquista do título do Campeonato Mundial Paulista que conquistamos em 2021, e que quase levou o time ao rebaixamento no Brasileiro. As comemorações não paravam e ficamos dez rodadas do Brasileiro sem vitória, o que acabou causando a demissão de Crespo.

Agora vejo a história se repetindo. No jogo desta quarta-feira ficou patente que o time é muito limitado e o elenco é de doer. Diego Costa esqueceu como se joga: Alisson, com contrato renovado, voltou a ser aquele de antes da Copa do Brasil; no ataque, Luciano, Erisson, David, Juan, todos (menos Pato) somados, não dão meio Calleri. Não que Pato faça a diferença. O problema é que ele, apresentado pelo marqueteiro Júlio Casares como sendo um dia histórico para o São Paulo, não consegue nem ser reserva do reserva.

Estamos a cinco pontos, mas aqueles adversários que estavam entre nós e o primeiro de saída do grupo de rebaixamento já se aproximaram e podem encostar em nós. Basta que Cruzeiro, Corinthians e Santos vençam hoje, ficaremos a um ponto dos dois primeiros e a dois do Peixe. Estamos a quatro do Internacional e a cinco do Vasco e do Goiás (e do Santos, que ainda não jogou).

Vejam nossa tabela imediata: sábado contra o Grêmio (3º colocado na tabela), no Morumbi; Athletico e Palmeiras fora. Ouso dizer que, se não vencermos o Grêmio sábado, temos 90% de chances de domingo da outra semana estarmos no Z4.

Não quero ser terrorista. Não sou anti-são-paulino. Amo muito mais o São Paulo do que a gigantesca maioria das pessoas que hoje administra o clube (incluo, aqui, conselheiros). Não faço coisas para o São Paulo em troca de lanchinhos, salgadinhos, vagas em estacionamento, cafezinhos, viagens, hotéis ou ingressos. Mas ou o elenco e a diretoria entendem que o o São Paulo está disputando um Campeonato de alto nível, como é o Brasileiro, e que as férias só começam em dezembro, ou seguiremos caminhos de Cruzeiro e Palmeiras, que ganharam a Copa do Brasil e mergulharam na série B.

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