Adversários na semifinal da Copa do Brasil, Corinthians e São Paulo alimentam uma rivalidade histórica que vai além dos campos. Torcedores dos dois clubes gostam de medir forças em diferentes áreas, inclusive quando o assunto é dinheiro.

Por isso, antes do primeiro duelo do mata-mata entre as equipes, que começa às 21h30 (de Brasília) desta terça-feira, na Neo Química, o ge apresenta números financeiros de Timão e Tricolor.

No Majestoso da grana, quem está mais endividado? Qual dos dois gasta mais com salários? E quanto cada um espera faturar com vendas de jogadores? A resposta dessas e de outras questões econômicas você confere abaixo:

Resultado financeiro no último ano
Em abril, Corinthians e São Paulo divulgaram seus balanços financeiros de 2022. Esses são os dados disponíveis mais atualizados sobre o assunto. Ambos os clubes conseguiram fechar a temporada passada com as contas no azul: o Timão teve superávit de R$ 15,3 milhões, enquanto o do Tricolor foi de R$ 37,4 milhões.

Os bons resultados se devem em grande parte ao aumento na arrecadação de ambos os lados. O Corinthians teve faturamento recorde, de R$ 779,1 milhões. Já o São Paulo conseguiu uma receita bruta de R$ 660,5 milhões.

A principal fonte de recursos no Parque São Jorge foram os direitos de transmissão dos jogos: R$ 319,4 milhões, contra R$ 205 milhões do clube do Morumbi.

O Tricolor, por sua vez, ganhou mais com transferências de jogadores: R$ 229 milhões, contra R$ 146,4 milhões do rival. A venda de Antony do Ajax para o Manchester United representou R$ 96,6 milhões desse valor ao clube do Morumbi.

O Corinthians arrecadou mais do que o São Paulo na área de patrocínios, publicidades e licenciamentos: R$ 135 milhões contra R$ 79 milhões.
Endividamento
Ambos têm dívidas em patamares elevados, mas conseguiram conter o crescimento nos últimos anos.

O endividamento do Corinthians é maior, de aproximadamente R$ 1 bilhão. Como a taxa básica de juros no Brasil está alta (a Selic atualmente é 13,75% ao ano), o Timão tem recursos drenados pelo pagamento desses juros. Em 2022, o clube gastou R$ 93 milhões com despesas financeiras.

Isso sem contar o financiamento da Neo Química Arena com a Caixa, que tem saldo de mais de R$ 610 milhões, a ser quitado até 2041.

Já o endividamento do São Paulo está na casa dos R$ 700 milhões, de acordo com o balanço financeiro de 2022, sendo que metade precisa ser paga no curto prazo (em 2023), tal qual acontece com o rival.

O Tricolor também gastou muito com despesas financeiras em 2022: R$ 61,5 milhões.

Folha salarial do futebol
Corinthians e São Paulo estão entre os clubes com maior folha salarial do país – a soma de salários, encargos trabalhistas, direitos de imagem e de arena, premiações e deduções de natureza previdenciária.

Em 2022, o gasto do Timão no segmento “pessoal” no futebol foi de R$ 273,7 milhões. Dividindo esse valor por 13 (o número de meses do ano, além do pagamento de 13º), chega-se R$ 21 milhões. Vale ressaltar que isso engloba não apenas jogadores, mas todos os membros do departamento, entre comissão técnica, médicos, funcionários administrativos, entre outros.

Já no São Paulo o custo na última temporada foi de aproximadamente R$ 231,2 milhões, o que representa R$ 17,7 milhões por mês.

Para 2023, o Corinthians estimou em seu orçamento gastar R$ 307 milhões com pessoal, o que dá R$ 23,6 milhões ao mês. O São Paulo não divulgou as suas previsões, mas nos bastidores comenta-se que a folha salarial atualmente é de cerca de R$ 18 milhões.

Transferências
A venda de jogadores (e as receitas com participações em atletas que já deixaram o clube) seguem tendo papel importante para o São Paulo, que estima faturar R$ 142 milhões com transferências nessa temporada.

Na semana passada, o Tricolor vendeu o garoto Newerton, do sub-20, para o Shaktar Donetsk, da Ucrânia, por cerca de R$ 20 milhões.

Já o Corinthians estimou em seu orçamento uma arrecadação líquida de R$ 90 milhões com vendas de atletas. Recentemente, o clube negociou o jovem Pedro, de 17 anos, com o Zenit, da Rússia, por cerca de R$ 46,7 milhões.

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