Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb e ouvinte da Rádio São Paulo, o time conquistou a classificação às quartas-de-final do Campeonato Paulista com um gol de pênalti marcado aos 50 minutos do segundo tempo. Um verdadeiro sufoco. Dirão os dirigentes: ‘o pênalti aconteceu, estava dentro do tempo de jogo e, portanto, com bola rolando, ganhamos’. Inconteste. O problema é o “como ganhamos”.

É inadmissível chegarmos na última rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista e obtermos a classificação nessas condições. Não tínhamos no grupo Flamengo, Atlético-MG, Grêmio, Palmeiras. Não. Eram Novorizontino, São Bernardo e Botafogo. Portanto, a luz laranja está acesa.

Se tivemos essa dificuldade para passar por esse grupo, o que dirá a Libertadores? Ali, além de um nível um pouco maior dos adversários, existe o fator pressão que eleva o sistema nervoso dos jogadores e pode aumentar a dificuldade para uma classificação.

Aliado a tudo isso, vem o Brasileiro, aí sim com grandes jogos e que colocarão nosso elenco à prova. E, pelo que percebemos, esse elenco não vai aguentar o repuxo.

Precisamos de um zagueiro canhoto para jogar ao lado de Arboleda. Está provado que Ferraresi, Diego Costa e Alan Franco não darão conta do recado, entre quem entrar. A saída de Beraldo fez o futebol de Arboleda regredir e, se até fim do ano passado ele era unanimidade, já está perdendo esse posto.

Precisamos de um lateral esquerdo titular, porque com a saída de Caio Paulista (antes já houvera saído Reinaldo), ficamos apenas com o reserva deles e o reserva do reserva. Wellington chega a irritar. É ruim na frente. É péssimo lá atrás. E ainda faz frescura para renovar contrato, querendo uma grande recompensa salarial. Se é por falta de adeus, tchau. E Patryck? Bem, melhor nem comentar.

Outro problema que ficou patente: temos Pablo Maia como primeiro volante. E só. Luan já foi embora – não aguentaria o tranco -, Bobadilla não sabe o que é isso, Alisson também não. Quem sabe esse outro primeiro volante possa ser Luiz Gustavo. Se ele conseguir jogar, porque as contusões na idade dele são mais demoradas do que de costume para a recuperação.

Não temos um meia que pense o jogo. Sim, tem o James Rodrigues. Mas duvido que ele consiga atingir a forma física ideal para aguentar um jogo inteiro, com muita intensidade. Tem entrado bem quando é colocado aos 15 minutos do segundo tempo, pois entra descansado contra adversários cansados. Mas neste domingo, com campo encharcado, gramado ruim, ele foi mais do mesmo.

Em contra partida temos três laterais direitos, vários atacantes de lado e vários segundos volantes (não esqueçam que Rodrigo Nestor está voltando). O que prova que temos um elenco desequilibrado e fraco. Me enganei no início do paulista ao achar que o time estava mais fraco – pelas saídas de Beraldo e Caio – mas que o elenco estava mais forte. Ambos estão mais fracos.

Não me assusta uma eventual eliminação para o Novorizontino no Morumbi. Aliás, que fique claro, não acredito que o São Paulo seja eliminado. O que me preocupa é o que virá lá na frente. Se perdermos a Libertadores logo na fase de grupo será frustrante, mas não tanto como passar o ano brigando contra o Z4 do Brasileiro.

Acreditem: não estou sendo alarmista nem pessimista. Só que o pior cego é aquele que não quer ver.

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