O presidente Julio Caseres falou neste domingo sobre o atraso no pagamento de direitos de imagem dos jogadores do São Paulo. O mandatário alegou que existe um acordo com os atletas sobre o tema e prometeu que deve quitar a dívida após o jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Palmeiras.

O plano do dirigente é usar o dinheiro da bilheteria do clássico para pagar o elenco. As rendas das partidas contra Tolima, pela Sul-Americana, e Palmeiras, pelo Brasileirão, vão ter o mesmo fim.

“Hoje nós temos CLT em dia. O contrato do jogador, na grande maioria, é 70% CLT e 30% direito de imagem. O direito de imagem nós conversamos sempre com os atletas. Podemos atrasar dois, depois pagamos e fica um. Isso é acordado. Tivemos duas grandes bilheterias, contra Tolima e Palmeiras. Grande parte já está sendo pago o direito de imagem pendente”, disse à CNN.

“Contra o Palmeiras, na Copa do Brasil, eu já tenho esse comprometimento de acabar com a pendência. São situações que você vai trabalhando. Claro, não é correto, mas o que existe é uma cumplicidade boa. Os atletas confiam. Esse desajuste também é de recebíveis de outros clubes que eu não recebo. Como vou fazer se não tenho essa margem?. O ecossistema do futebol é sofrível, está errado”, completou.

Com três meses de salários atrasados, seja a parte correspondente à CLT ou direitos de imagem, o jogador já pode entrar na Justiça com o pedido de rescisão unilateral, tendo grandes chances de ganhar a causa.

Demissão de Rogério Ceni
Julio Casares também comentou sobre a saída do técnico Rogério Ceni. Apesar de não gostar de “interromper um trabalho”, o presidente declarou que era preciso a demissão do profissional, que deixou o cargo em abril após uma sequência de resultados ruins na temporada.

“O Rogerio foi importante para o São Paulo, é um grande ídolo, chegou em duas finais, trabalhou muito. Todos nós em uma empresa sabemos que é preciso mudar. Quando eu assumi, veio o Crespo, depois veio o Rogério e agora o Dorival. Não é uma quantidade grande de troca. Eu procuro não interromper um trabalho, mas quando você sente que é necessário para a preservação de um time e para um profissional, você faz de forma clara”, comentou.

“Não foi fácil. Chamei ele para conversar e falei que as portas estão sempre abertas para ele e que, naquele momento, era preciso fazer uma mudança. Temos um acordo para pagar de forma parcelada. Não teve nenhum problema. Admiro muito e torço por ele. Mas não foi fácil”, finalizou Casares.

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