O presidente do São Paulo, Julio Casares, falou nesta segunda-feira sobre os aspectos financeiros ligados às contratações de Lucas e James Rodríguez, recém-anunciados. De acordo com o dirigente, ambos os acordos cabiam na realidade do clube.

Casares participou de um evento no Museu do Futebol, localizado no Estádio Pacaembu, em São Paulo. Durante um painel, o presidente abordou a irresponsabilidade de equipes que contratam reforços de valores elevados, acima daquilo que o próprio time poderia arcar.

Julio, então, afirmou que o São Paulo tinha condições de investir em Lucas e James pois ambos livres no mercado e foram contratados sem custos de transferência.

“No futebol, a conquista é importante, mas você não pode fazer investimentos fora da sua realidade. Nós, como dirigentes, precisamos manter nosso planejamento com convicção e contratar quando é necessário, não quando o torcedor pede. Nós fizemos duas contratações agora (Lucas e James), onde nós tivemos condições para isso, estava dentro da nossa realidade. Eles estavam livres, negociamos salários e luvas diretamente”, contou o presidente.

O Tricolor anunciou as chegadas do atacante Lucas e do meia James Rodríguez na semana passada. O primeiro, revelado em Cotia, assinou um contrato curto, até o fim deste ano. Já o colombiano firmou vínculo até junho de 2025. A Gazeta Esportiva informou em julho que os vencimentos de James não ultrapassariam o teto do clube.

Lucas já fez sua estreia pelo São Paulo no último domingo, quando a equipe foi derrotada pelo Atlético-MG, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. O meia James precisará aguardar mais um pouco, já que o mesmo não atua desde abril, quando rescindiu com o Olympiacos, da Grécia.

Apesar de ainda não ter jogado, o colombiano apareceu no BID e já pode fazer sua estreia pelo Tricolor. Ele deve ser inscrito na Copa do Brasil até esta terça-feira, prazo limite. A ideia é que ele fique à disposição para o duelo contra o Corinthians, pela volta das semifinais, no dia 16 de agosto.

Aluguel do estádio

O presidente do São Paulo, falou na última segunda-feira sobre o acordo firmado com o Palmeiras no início deste ano, para que os clubes pudessem utilizar o estádio um do outro quando fosse necessário.

A declaração foi dita durante um evento no Museu do Futebol, no Estádio Pacaembu. O dirigente rebateu as críticas de torcedores que não aprovaram o ação promovida entre os times. Por fim, ele disse que viu o acordo com saldo positivo, e que o mesmo foi “um sucesso”

“O São Paulo e o Palmeiras, quase de forma inédita, trocaram o mando de campo. Eles jogaram no Morumbi e nós jogamos no Allianz. E houve um patrulhamento terrível. A sociedade está enraizada no ódio. Chegaram a dizer que nós estávamos ‘anunciando uma tragédia’. Nós jogamos no Allianz, e o que tem de errado nisso? Foi um sucesso”, comentou.

Naquela ocasião, o Palmeiras atuou como mandante no Morumbi em um clássico contra o Santos, pelo Campeonato Paulista, pois o Allianz Parque recebeu um show naquela data. O Verdão venceu a partida por 3 a 1, com gols de Murilo, Rony e Giovani.

Pouco tempo depois, o Tricolor precisou mandar as quartas de final do Paulistão, diante do Água Santa, no Allianz Parque. O Morumbi estava recebendo uma série de shows da banda Coldplay. O São Paulo, então comandado por Rogério Ceni, acabou sendo eliminado nos pênaltis naquele dia.

Houve uma série de reclamações pela ação. A principal organizada do time alviverde, Mancha Verde, criticou a presidente Leila Pereira por ceder seu estádio ao rival e chegou a dizer que tratava-se de uma “afronta à história do Palmeiras”. Já a Independente, do São Paulo, se mostrou mais maleável e apenas pediu para que o outro lado não hostilizasse o Morumbi.

Palmeiras e São Paulo chegaram a publicar uma nota em conjunto enaltecendo e celebrando a parceria feita pelo aluguel dos estádios. Este foi um caminho encontrado pelas partes para evitar que os jogos fossem disputados fora da capital paulista, já que a Arena Barueri e o Canindé não reuniam condições ideais, enquanto o Pacaembu está em reforma.

A iniciativa, contudo, não voltou a se repetir.

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