O São Paulo encerrou, nesta terça-feira, um longo tabu: depois de quase 10 anos, venceu o Corinthians pela primeira vez em Itaquera. O Tricolor, com gols de Calleri e Luiz Gustavo, fez 2 a 1 no rival em Itaquera e se manteve invicto na atual temporada, para a alegria do técnico recém-chegado Thiago Carpini.

Em entrevista coletiva depois do clássico válido pela quarta rodada do Campeonato Paulista, o treinador do São Paulo dividiu os méritos da vitória sobre o Corinthians com os jogadores.

– Eu poderia vir aqui agora e dizer que tudo isso é o nosso trabalho, a melhora individual. Claro que trabalhamos por essas melhoras, mas o que eu crio é o comportamento coletivo para que tenhamos esse volume de chances. Essa efetividade até então mostrada nas primeiras rodadas é da capacidade individual dos atletas. Temos de criar situações e o momento de fazer o gol não é fácil. É mérito individual deles. Isso me deixa feliz e otimista. É uma estrada longa a ser percorrida para termos efetividade e regularidade – disse Carpini.

Nas quatro primeiras partidas do ano, o São Paulo conseguiu três vitórias e apenas um empate. Os bons resultados deixam o treinador empolgado para o jogo contra o Palmeiras, pela Supercopa, no domingo, às 16h (de Brasília), no Mineirão. Mas ele pondera: o adversário também vive bom momento.

– As três primeiras rodadas foram importantes para a gente chegar aqui bem nesse jogo. E as quatro primeiras rodadas, uma quebra de tabu, tem um aspecto muito positivo (para a final). Claro que quando começa o jogo não influencia em nada, mas chegar num momento bom, em que o São Paulo navega aí mais tranquilamente no início da competição, sem dúvida é muito positivo.

– Preferia que fosse sempre assim. Mas que não seja demais. A calmaria não pode nos atrapalhar. É importante, sim, um jogo ser atrelado ao outro. É uma construção de ideias, uma continuidade, não tem como dizer que nosso momento para a decisão não é positivo. Assim como é o do adversário também, que vem vencendo tudo há tanto tempo – completou.

Carpini também disse que o atacante Lucas e o lateral-direito Rafinha, substituídos no intervalo, não preocupam o São Paulo para o jogo contra o Palmeiras.

– Eu achei que o Lucas estava um pouco inseguro em se soltar um pouco mais. Eu vi que no início ele estava meio apreensivo. Depois acaba meio que esquecendo um pouco da lesão. Acho que é meio involuntário do ser humano. Não preciso falar da importância dele para nós dentro e fora de campo. Já era programado esses 45 minutos para ele e para o Rafinha. Ambos terminaram o jogo bem, tranquilos.

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