A atuação da árbitra Edina Alves não desagradou apenas ao presidente Julio Casares. Em entrevista coletiva depois da derrota do São Paulo por 1 a 0 para o Santos, o técnico Thiago Carpini contestou o comportamento da juíza, que marcou um pênalti para o rival e anulou um gol tricolor no clássico válido pela oitava rodada do Campeonato Paulista. O treinador também explicou a escalação.

– Eu acredito que a arbitragem hoje se sentiu um pouco pressionada. Até nas conversas entre a gente com o quarteto, eu sentia muito arredia. Não sei. Achei ela um pouco insegura em algumas colocações. Achei por diversos momentos que ela cozinhou o jogo, ficou um pouco enroscado. Foi um jogo em que a equipe do Santos não deixou andar, muito atendimento, caía toda hora, confusão.

– Eu não vou entrar nesse mérito (dos lances decisivos). Eu vi os lances e tenho a minha opinião. É a minha opinião. Não vai voltar atrás no que aconteceu. Se eu começar a falar o que eu penso, posso falar demais e eu vou acabar sendo prejudicado. Todo mundo viu. Cada um vai ter uma interpretação diferente. Eu sei que a regra não é interpretativa, é a regra, mas eu já vi em outras situações lances como esse não serem ajustados para ter o VAR e hoje foi determinante para o final da partida – disse Carpini.

O treinador fez, antes de a bola rolar, mudanças importantes na escalação do São Paulo – não apenas por opção. Sem diversos jogadores lesionados, Carpini mexeu no esquema tático do Tricolor e ficou satisfeito com o resultado, independentemente da derrota.

– A ideia hoje era fazer o tripé com dois jogadores que têm capacidade de fazer o corredor e pisar na área, o Alisson e o Bobadilla. O Pablo (Maia) protegeria um pouco mais. Acho que temos de ter variações, são muitos jogos, não podemos ficar presos num sistema, até porque não estou conseguindo. Hoje tentamos equilibrar física, técnica e clinicamente. Hoje o Nestor, o Lucas, o Rafinha, o Rato não puderam jogar… o Moreira sentiu no aquecimento – explicou.

Com muitos desfalques, Carpini levou o São Paulo a campo num 4-4-2, que ainda não havia sido utilizado nesta temporada. Juan e Calleri foram os centroavantes.

– Eu joguei com dois atacantes. Pelo menos foi a nossa ideia. O Juan e o Calleri muito próximos um do outro. Essa era a ideia. Por vários momentos com dois atacantes conseguimos segurar duas linhas de quatro, para o Luciano flutuar, com o Welington e o Moreira, que não pôde jogar, e aí entrou o Bobadilla, nos corredores. A ideia foi muito em função do que vimos no adversário. A estratégia funcionou bem em muitos momentos do jogo. O resultado não é o que queríamos por detalhes, não porque a equipe não atuou bem – completou.

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