A candidata Daniela Ferreira, do grupo Tradição, entrou com ação na Justiça pedindo um exame grafotécnico nos votos dados à chapa da situação. Daniela alega que os votos foram previamente preenchidos por funcionários do clube e entregues as sócios apenas para serem depositados nas urnas, o que contraria o estatuto do clube que prevê sigilo no voto.

A forma de eleição no São Paulo leva a esse tipo de conduta ilícita. Com o diretor Social dominando todos os  setores do clube por onde os sócios andam e frequentam, a coação para o voto fica mais fácil. A coordenadoria eleitoral distribui as cédulas na semana da eleição, para os grupos políticos que, por sua vez, as entregam para os sócios que desejam votar na chapa.

O sócio pode votar em até 20 nomes, independente de serem da situação ou da oposição. Mas, por  mais que recebam essa cédula, ela deve estar em branco, ou seja, sem qualquer nome marcado, e o sócio deve preenchê-la no interior da cabine eleitoral.

O que foi verificado, no entanto, foi que um grande número de cédulas foram entregues já preenchidas, com nomes do grupo Movimento São Paulo, comandado pelo Dedé. Os nomes todos eram de candidatos do MSP, que elegeu 30 conselheiros.

Daniela Ferreira não pediu a impugnação de qualquer voto ou anulação da eleição.  Apenas um exame grafotécnico que pode determinar a fraude. A partir daí, disse ela, novas ações poderão ser tomadas.

Paulo Pontes

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