Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ouvinte da Rádio São Paulo, o que aconteceu no Morumbi neste domingo foi uma absoluta vergonha. Não vou dizer aqui que foi o maior roubo da história, porque talvez já tenha visto algo pior. Mas classifico entre os maiores.

Sei que devo usar esse espaço para abordar a partida, mas se torna impossível não passarmos pela arbitragem.

Já no início do jogo, meu companheiro Dario Campos, do Agonia Tricolor, comentarista da Rádio São Paulo, alertava para o risco que iríamos correr, não só pelo potencial do time do Palmeiras, mas pela pessoa que estava escalada para o VAR: Daiane Muniz dos Santos. Palmeirense assumida, já errou muito contra o São Paulo. Aliás, sei lá qual a razão, talvez tenha sido quem mais atuou na “cabininha” em jogos do nosso time.

Podemos lembrar alguns eventos recentes: o pênalti dado para o Santos. A Edna não marcou, mas o VAR, Daiane, chamou para marcar um pênalti, no mínimo, duvidoso. Foi ela também quem fez o árbitro expulsar Arboleda. Nesse caso posso até concordar, mas o jogo já estava indo embora.

Neste domingo, o árbitro não deu o pênalti de Rafael. Mas Daiane o chamou e o convenceu a marcar um pênalti que em hipótese alguma aconteceu. A mesma Daiane que não chamou o árbitro para revisar o cartão amarelo dado a Richard Rios, na entrada que deu em Pablo Maia. Aquilo era lance de expulsão. O mesmo VAR que até chamou o árbitro para ver o pênalti sobre Luciano (que existiu), mas na conversa não teve a mesma convicção para convencimento do árbitro e ele, portanto, não marcou.

Isso é um escárnio, que enche ainda mais de lama o já sujo futebol brasileiro. O pênalti para o Palmeiras, inexistente, só foi marcado por Abel estava na beira do gramado, como de costume, “apitando” o jogo. E tudo sempre é assim com o Palmeiras. Abel grita muito, ameaça invadir o campo, os árbitros se afetam e marcam o que ele quer.

A cada dia que passa fica mais claro que o São Paulo continua sendo tratado como Zé ninguém, o coitadinho ali da esquina. Desde que Juvenal Juvêncio brigou com Ricardo Teixeira, antes da Copa de 2014, nós temos sido relegados a segundo plano e perdemos toda a força que tínhamos nos bastidores. Entra presidente, sai presidente, se reelege presidente e nada muda.

Júlio Casares foi bem no pós jogo. Ele falou o que tinha que ser falado e mostrou quem é o São Paulo. Mas essa revolta ganha mais força quando vem após uma vitória. E vou voltar aquele jogo, onde Anderson Daronko tentou acabar com o São Paulo, brigando com a imagem e não aceitando a posição do VAR dando um pênalti para Calleri, no Chiqueiro. Mesmo assim ganhamos o jogo lá dentro. Ali a diretoria deveria ter feito um grande escândalos, pois não seria choro de derrotado. Mas não. Optou por fazer “selfies” com os heróis da partida para “bombar” nas redes sociais e deixar prá lá o roubo. Por isso continuamos sendo largamente assaltados dentro de nossa casa, onde nossos diretores preferem ficar alardeando o Morumbis ao invés de fazer valer nosso mando e nossos direitos.

Sobre o jogo, pouco ou quase nada a falar. Quando se tem uma arbitragem tão danosa quanto essa, melhor entender que o resultado pode ter sido bom, desde que ganhemos domingo do Ituano. Do contrário, ele terá sido trágico. Mas isso só saberemos no próximo domingo, espero, sem a Daiane no VAR.

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