No atual momento de ascensão do São Paulo, o meia Alisson se tornou um destaque improvável da equipe sob o comando do técnico Dorival Júnior. Atuando improvisado também como segundo volante, ele tem colecionado elogios do chefe e de torcedores.

Alisson convivia com críticas desde que chegou ao São Paulo no ano passado. Nesse período, fez 66 jogos, 44 deles como titular – como na vitória sobre o Santos, domingo, no Morumbi, por 4 a 1.

Depois do clássico, o jogador desabafou. Afirmou que não se deixa incomodar pela opinião de outras pessoas e valorizou o próprio desempenho no clube.

– A gente não tem controle sobre o que o outro pensa. Eu tenho controle no que acredito, no que faço no dia a dia. Eu me dedico, não fico aparecendo em rede social para torcedor, não é meu perfil. As pessoas que estão ali no dia a dia sabem o profissional que eu sou – afirmou o jogador.

– Não fico perdendo tempo vendo essas coisas, não acrescenta nada. Chego em casa, boto a cabeça no travesseiro, estou dando meu melhor. Eu me sinto privilegiado de ter jogado só em times grandes. Qualidade eu tenho, senão não estaria no São Paulo – completou Alisson.

Desde a chegada de Dorival Júnior, foi titular em 14 jogos e só ficou fora de campo em dois – em outros sete, entrou durante a partida.

O técnico tem elogiado a versatilidade de Alisson e tem estimulado que ele treine e atue também como segundo volante, como contra o Palmeiras, na última quinta.

– Tive conversa com o Lucas (Silvestre), auxiliar, dizendo que tinha dificuldade de jogar pela direita, onde joguei quatro anos no Grêmio, mas de forma diferente. Deixei bem aberto, falei que tinha jogadores que poderiam fazer melhor a função. Ele me deixou bem à vontade – contou Alisson.

– Venho conversando com jogadores que fazem a função, concentro com o Pablo (Maia), ele vem me orientando. O Rafinha também pega no meu pé. Venho me adaptando, conversando com o Dorival sobre a função.

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