Se antes a função de segundo volante era um problema para Dorival Júnior no São Paulo, ultimamente ela tem se tornado o famoso “problema bom”. Isso porque Alisson e Gabriel Neves cresceram nessa tarefa e têm acirrado a disputa pela condição de titular.

O uruguaio vinha sendo o dono da posição com a chegada do treinador, mas uma lesão na costela no duelo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, diante do Palmeiras, fez a situação mudar de figura.

Com a ausência de Gabriel Neves, Dorival fez um movimento que chamou a atenção. Mesmo com Jhegson Méndez à disposição, ele resolveu apostar em Alisson, um meia-atacante de formação, como segundo volante.

A primeira reação da torcida foi de desaprovação, mas aos poucos Alisson mostrou qualidade na função e começou a mudar essa impressão. O jogador, que no começo do ano era quase descartável, se dependesse do torcedor, virou peça fundamental.

Com o retorno de Gabriel Neves nos últimos jogos, Alisson seguiu como titular e mostrou que tinha tomado conta da posição. No jogo mais importante do ano, diante do Corinthians, por exemplo, o camisa 25 surpreendeu ao começar jogando, deixando o uruguaio no banco.

Contra a LDU, na quinta-feira, às 19h, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana, Pablo Maia é baixa devido a uma indisposição. Com isso, a dupla pode até jogar junta, com Gabriel Neves fazendo as vezes de primeiro volante e Alisson como segundo.

Luan, por sua vez, corre por fora na disputa. No duelo contra o Botafogo, quando Pablo Maia saiu de campo, o volante foi acionado por Lucas Silvestre, então treinador naquele confronto.

O fato é que a ascensão de Alisson como segundo volante fez o São Paulo poupar esforços para buscar um nome no mercado. O “achado” de Dorival fez o clube economizar um investimento neste momento.

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