Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, quem diria? Ganhamos a tão sonhada Copa do Brasil e, com isso, completamos nosso rico quadro de troféus, podendo dizer com a boca cheia que não falta nada naquela prateleira.

Por isso só o ano de 2023 já pode ser considerado um saldo positivo. Afinal, não é sempre que se ganha um título dessa importância. Por mais que, pela participação nos demais campeonatos, possamos achar que o título caiu no nosso colo (Corinthians destruído, Palmeiras em péssima fase e Flamengo de Sampaoli), não podemos deixar de comemorar, pois cada um que carregue os seus problemas.

Mas deixando de lado o título da Copa do Brasil (repito, o evento mais importante dos últimos 15 anos) tivemos sustos, decepções e humilhações. A começar pelo Campeonato Paulista, onde fomos eliminados pelo tal de Água Santa. Passando pela Sul-Americana, onde perdemos para o vento; e o Campeonato Brasileiro, onde ate a 35ª rodada ainda fazíamos conta contra o Z4 e acabamos na parte de trás da tabela.

Mas não foram só essas humilhações no ano (nem estou contando a goleada sofrida para o Palmeiras). Foi um ano de rombos espetaculares nas finanças do clube. Apesar dos recordes de bilheteria e público, além de premiações gigantescas como o título da Copa do Brasil, nos afundamos ainda mais em divida e só não vamos terminar com um aumento no déficit na casa dos R$ 140 milhões porque conseguimos vencer o Beraldo, por um preço abaixo do que deveria, mas para, com isso, reduzir o déficit. E, claro, contabilmente, a diretoria ainda fará manobras para mostrar que o Naming Rights, que trará recursos de 2024 a 2027, também faz parte do orçamento de 2023. Vergonhoso.

A eleição também foi um jogo de cartas marcadas, onde o voto de cabresto prevaleceu. Lá atrás eu já afirmava que Júlio Casares não deu só um golpe no estatuto para se reeleger agora, mas abrindo espaço para um novo golpe, pois vai alegar, com texto de Carlos Miguel Aidar, que foi eleito sob um novo estatuto.

E irá além: na nova reforma estatutária, vai tentar passar reeleições indeterminadas para chegar em 2030, quando o Morumbi estará reformado (ao custo de R$ 800 milhões, valor semelhante à nossa dívida) e o São Paulo comemorará o centenário, como presidente do clube de forma ininterrupta. Até porque o Conselho Deliberativo está, mais do que nunca, em suas mãos.

Voltando a falar do positivo, estamos na Libertadores Sonho nosso. Então, que 2024 nos traga um pouco mais de alegria.

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